NA GRUTA DA BEATA ALBERTINA, EM TUBARÃO, MISSA MARCA 95 ANOS DO SEU MARTÍRIO

(14/06/2026) O céu permaneceu nublado toda a tarde deste domingo. O sol brilhou apenas por alguns momentos ao longo da manhã. O nível de umidade atmosférica indicava a possibilidade de chuva ao longo do período vespertino. Nossa preocupação era a Missa ao ar livre agendada para as 15h.

Esfriou, mas os fiéis não se acomodaram e, mais de uma centena deles ocuparam as cadeiras disponíveis e os degraus das escadarias do local. O cenário estava pronto para a celebração da Missa de Ação de Graças para celebrar os 95 anos do martírio da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock. A Gruta dedicada à Beata foi construída pelo devoto e empresário Vilmar Mendes, em sua propriedade, nas margens da SC-370, no bairro São Martinho, em Tubarão, bem ao lado da Esquadrimax. Encontra-se na subida do morro, enfeitada por floridos manacás.

O local foi bem preparado para a Celebração e a equipe de liturgia da comunidade de Nossa Senhora do Bom Conselho, na Divisa, assumiu as várias funções.

Pe. Auricélio presidiu a Santa Missa. Ao acolher os fiéis, lembrou:

“Hoje é o Dia do Senhor e faremos o memorial da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Portanto, hoje já é um dia muito especial. Mas, também, estamos adiantando a efeméride religiosa de amanhã, dia 15, quando a Igreja recordará o fato ocorrido lá em São Luiz, no município de Imaruí, nos idos de 1931.

Aquela tragédia foi transformada em trunfo do Amor contra a maldade, pois a luta de Albertina, menina-moça de quase 13 anos de idade, contra aquele homem adulto, forte, trabalhador braçal e chefe de família, parecia totalmente inglória.

De fato, mesmo que tentasse persuadí-lo daquela intenção nefasta e imoral e tivesse que lutar fisicamente com ele, a Santinha foi brutalmente assassinada. Mas ele não conseguiu seu intento, que era abusar daquele corpo. Ele talvez não soubesse que ali dentro habitava uma força muito grande: a fé inexpugnável no Senhor Jesus! ‘Não, é pecado!’, gritava a moça; ‘É pecado!’, insistia ela. Mas ele estava tomado por volúpia e já nem conseguia mais raciocionar. Morta, Albertina tornou-se eternamente viva na mente de seus parentes, contemporâneos e devotos espalhados por vários cantos do mundo.

Esta Gruta, portanto, é um monumento à fé em Cristo e na intercessão de Albertina. Mas há um outro dado, de todos aqui bem conhecido. Esta Gruta é, também, um monumento à Gratidão. Há quem diga que ‘a gratidão é a memória do coração’. Pois bem, o Vilmar, nosso amigo, não se esquece das tantas graças recebidas de Deus e atribuídas à intercessão de Albertina. Sabemos de suas lutas e das tantas vezes que esteve à beira da morte; e que, sempre movido pela fé e auxiliado pela Medicina, saiu mais forte do que antes. Ei-lo aqui conosco e nós com ele para, juntos, elevarmos a Deus o nosso louvor”.

A Celebração transcorreu normalmente. Familiares e amigos do Vilmar e outros devotos deixaram-se tocar pela Palavra de Deus proclamada: “Se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim uma porção escolhida... um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êxodo 19,5-6). São Paulo recordou-nos de que “Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores” (Romanos 5,8). E, no Evangelho, Jesus forma o seu grupo dos Doze Apóstolos e os envia em missão: “Ide... anunciai: o Reino de Deus está próximo” (Mateus 9,6-7).

Refletindo sobre a missão de todo cristão, restaurado em Cristo pelo Batismo, o sacerdote apresentou a Beata Albertina como modelo de autência seguidora de Jesus, capaz de ir às últimas consequências, mas sem trair o seu Senhor. 

“O martírio, nela, torna-se uma graça e um milagre. É Graça porque é necessária uma força especial para não sucumbir ao medo, à angústia e à própria ideia de autopreservação. É um Milagre porque o assassino da moça não conseguiu destruir o seu legado de fé, fazendo de Albertina um luzeiro no Céu a brilhar para toda a Igreja.”

Ele também recordou a história do martírio de Albertina, convidando todos a rezarem pela sua Canonização.

Ao final da Santa Missa, emocionado e agradecido, o Vilmar apenas disse “Muito obrigado” e sorriu para os presentes. Seu Luizinho, agente de pastoral, em nome de todos, agradeceu pela oportunidade da celebração festiva.

Por volta das 16h, um frio gelado e úmido soprou naquele lado da cidade. Após a bênção final, rapidamente as pessoas retornaram para suas residências.

A Gruta permanece aberta para visitação todos os dias e, nos fundos da propriedade, encontra-se o Sítio da Vó Áurea, que pode ser locado para eventos diversos.  


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Trailer do filme ALBERTINA:  https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk

História de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc          

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