(03/05/2026) “Com
Maria, missionários da Paz e do Amor!” Eis o tema da 34ª edição da
Peregrinação Diocesana da Mãe Peregrina. O evento, que já foi interdiocesano
em outros tempos, visa animar e movimentar os missionários e devotos envolvidos
na Campanha da Mãe Peregrina nas Paróquias da Diocese de Tubarão. Os
organizadores do evento escolheram, ainda, um lema para nortear as reflexões: “Como filhos de Maria, semeamos o Amor e
colhemos a Paz”.
A gênese da devoção.
O ponto de chegada da Peregrinação é o Cantinho de Maria, na
comunidade de Figueira Grande, em Imaruí. – Obs.: ao final do evento,
tornar-se-á o ponto de partida missionária.
O local tornou-se referência para o desenvolvimento da Obra
de Schoenstatt na região e para todo o Sul do Estado. Desde o começo, há quase
40 anos, as Irmãs de Maria de Schoenstatt, sediadas em Santa Maria (RS), deram
toda a assistência formativa e espiritual para que a Obra se desenvolvesse. Ir.
M. Ângela e Ir. Raquel estão entre as pioneiras. Primeiro veio a Campanha
popular, levando as Capelinhas da Mãe Peregrina às famílias; com o tempo, surgiram
a Liga de Famílias e a Liga Juvenil. Por alguns anos, sete moças da região
tomaram o hábito religioso das Irmãs de Maria.
O trabalho cresceu, espalhou-se pelo Estado e, no ano passado
(dia 20 de julho), foi inaugurado o primeiro Santuário Filial Tabor da
Misericórdia, em homenagem à Mãe Rainha Vencedora Três Vezes Admirável de
Schoenstatt, em Biguaçu. Foi o 25º Santuário Filial no Brasil.
Tríduo de preparação.
Sob a supervisão do Pároco local, Pe. Avelino de Souza, e com
a colaboração da Coordenação Diocesana da Campanha, tendo à frente a Sra.
Adriana dos Santos, de Capivari de Baixo, e envolvendo todas as lideranças locais
da Campanha, montou-se a programação que foi desenvolvida com êxito.
A abertura oficial aconteceu com a Santa Missa do dia 18 de
abril, presidida pelo Pároco e animada pela Liga de Famílias. Houve uma pequena
procissão que serviu para motivar todas as lideranças e famílias da comunidade.
A abertura do Tríduo festivo ocorreu nesta quinta-feira, dia
30, com procissão e Santa Missa presidida pelo Pe. Jean Marcos Felisberto,
Promotor Vocacional, de Tubarão. A animação ficou por conta do Ministério
Amigos em Missão. A
presença dos Congregados Marianos e do Grupo de Jovens deu um vigor especial à
Festa.
No segundo dia do
Tríduo, houve a Celebração da Palavra presidida pelos Ministros da
Palavra Maria Aparecida (Cida) e Edu, da própria comunidade, com animação do
Ministério Servos da Luz, da matriz de Imaruí.
A conclusão do
Tríduo deu-se com a Celebração da Palavra, presidida pelo Diác. Régis Constantino,
de Capivari de Baixo, com animação do Ministério Vozes Cristãs. Toda a
comunidade foi envolvida nas celebrações e no preparo dos locais de acolhida
dos peregrinos.
O dia da Festa.
No domingo, bem
cedo, foi servido café aos presentes. Na matriz São João Batista, em Imaruí, ao
final da Missa matinal, a veneranda Imagem Auxiliar da Mãe Peregrina foi
recebida pelos missionários da Campanha e membros dos vários grupos do Terço
dos Homens. Em meio a Ave-Marias e cânticos marianos, a procissão motorizada transladou
a Imagem até próximo ao Salão Paroquial de Figueira Grande.
Ali, com orações e
ao som da Banda Musical Unidos de Imaruí, sob a regência do maestro Gelson
Corrêa, a multidão dos devotos passou pelo Portal e caminhou até o interior da
igreja, que estava toda enfeitada para a ocasião festiva. O cerimoniário
oficial do Encontro foi o comunicador Ramon Silveira, congregado mariano e
pessoa muito querida pelos demais marianos da Diocese.
Em nome da comunidade, a coordenadora do Conselho de Pastoral (CPC) fez uma emocionada acolhida a todos:
“Enfim, chegamos ao dia tão esperado por nós: o dia de nossa Peregrinação aqui no Cantinho de Maria! Estamos muito agradecidos e até emocionados, pois ao longo da preparação foram tantos momentos de entrega, de dedicação, de choros... Mas, sinceramente, desejamos que todos se sintam muito bem acolhidos por nós e pela nossa Mãe”.
A Santa Missa.
Coube
ao Pároco presidir a Santa Missa, acompanhado do Pe. Vitor Hugo Posseti, dos
Padres de Schoenstatt, Diretor Espiritual do Santuário de Biguaçu e
Vice-postulador da Casa de Beatificação do Venerável João Pozzobon.
Também estava presente o imaruiense Pe. Rodrigo José da Silva, Coordenador Diocesano de Pastoral. Ao cumprimentar os marianos, disse:
“É uma alegria começarmos o mês de Maio conscientes da importância de Maria em nossa vida cristã. A partir dela, aprendemos a caminhar de forma sinodal e serviçal, buscando sempre a comunhão. Que este dia seja de encontro e de paz, a fim de voltarmo-nos para dentro de nós mesmos e continuarmos firmes no seguimento de Jesus Cristo”.
A Missa festiva foi animada pelo Ministério Santa Terezinha, da comunidade de Fazenda Rio das Garças (Imaruí). Em sua homilia, Pe. Avelino refletiu:
“Jesus disse para não deixarmos o nosso coração ficar perturbado. Podemos aprender isso com Maria, pois, no anúncio da Anjo, ela sentiu-se perturbada, mas logo colocou-se confiantemente aos propósitos do Plano de Deus. Realmente, existem situações em nossa vida que podem nos deixar perturbados e inquietos, mas, a exemplo de nossa Mãe, nessas ocasiões, coloquemo-nos diante do Senhor: ‘Faça-se em mim segundo a Sua vontade’”.
Duas
religiosas do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt, que também residem
em Biguaçu, acompanharam os trabalhos ao longo de todo o dia: Ir. M. Antônia e
Ir. M. Cleonice.
A mensagem do Assistente Eclesiástico Diocesano.
Após o elogiado almoço, preparado e servido pelas lideranças e voluntários da própria comunidade, já no interior da igreja, os participantes acolheram a mensagem do Pe. Auricélio Costa, Assistente Eclesiástico da Campanha na Diocese:
“Estou muito feliz por poder estar aqui com vocês neste dia tão especial para a nossa Campanha. Foi aqui, deste lugar, que tudo começou e se espalhou pelo Sul de Santa Catarina. Muito antes de termos esta bela igreja, havia apenas uma enorme figueira ali na frente. Sob sua copa, os transeuntes e viajantes buscavam abrigo e sombra fresca. Algumas pessoas da comunidade começaram a sonhar que Nossa Senhora desejava que fosse construída uma gruta ali.
A chegada da Mãe Peregrina em Imaruí, graças à orientação do Pe. Zezinho Cipriano, à dedicação de D. Terezinha Preta e aos moradores locais daquela época, fez-se a pequena ermida de pedra. Depois, ergueram a grutinha e o barraco de madeira, que servia de capela. Mais tarde, montaram o Bosque de Maria e, por fim, esta bela igreja.
Fiquei muito feliz também por visitar ali ao lado da capela, já restaurado, o Monumento aos Heróis Schoenstatteanos, homenageando aqueles pioneiros da Obra do Pe. Kentenich, que deram suas vidas pela missão, como o José Engling. Mas também vi que preservaram, em meio às cruzes pretas, uma toda branquinha: aquela que representa a nossa Santinha, a Beata Albertina. E aqui nesta terra onde ela nasceu e foi martirizada, estamos prestes a festejar, na próxima terça-feira, os 107 anos do seu Batismo. A partir daquele dia 05 de maio de 1919, a Graça de Deus habitou aquele coraçãozinho que permaneceu todo de Deus e de Nossa Senhora até o fim.
Permaneçamos firmes na nossa missão cristã também nós. E que a Mãe Rainha siga alcançando graças de Jesus para todos nós”.
A mensagem do Diretor Espiritual do Santuário.
Após
alguns cânticos, Pe. Vitor Hugo proferiu uma palestra a respeito do testemunho
de João Pozzobon.
“João foi uma presença da Igreja na vida das pessoas. Levava a imagem da Mãe às casas das famílias, aos presídios, aos hospitais, às escolas... Agora, também nós iremos renovar nosso amor à Maria, renovando a sua coroação. João coroava Nossa Senhora todos os anos. E, cada vez, ele colocava uma pedrinha no objeto que viria a ser a coroa original. A coroa não está completa ainda. Por isso, cada pedrinha simbolizava tudo o que foi vivido naquele ano, tudo o que foi de bom, tudo o que a Mãe de Deus fez, também os desafios e as coisas ruins; todo o seu sacrifício... tudo estava naquela coroa!
Ah, e também aquilo que era para ser vivido como propósito para o ano seguinte. Ele usava pedrinhas com cores variadas. Sobre a Coroação, João quis entregar três coisas importantes à Nossa Senhora. Primeiro: é o reconhecimento. Nós reconhecemos que ela é a nossa Rainha? E agradecemos-lhe por tudo o que tem feito em nossas vidas? Em segundo lugar, é a súplica à Mãe de Deus. Em quais aspectos queremos que ela seja Rainha na nossa vida? Em terceiro lugar, eu renovo meu compromisso de ajudar a Mãe Rainha. Seu João se sentia como um ‘guarda nobre’ de Nossa Senhora e Rainha.”
Os símbolos entregues à Mãe.
A Ir. M. Antônia deu continuidade à reflexão, preparando a assembleia para o gesto da Coroação.
“Em toda situação, podemos sempre dizer à Mãe que ela é a Rainha do nosso coração, pedindo que ela manifeste seu poder e que cuide de nós. A Coroação é um ato de confiança e de reconhecimento do seu poder como Mãe de Deus. É Mãe e Intercessora. O cetro é símbolo da realeza de Maria, da sua força e seu poder que vêm de Deus. É um gesto de confiança inabalável em sua intercessão. Pe. Kentenich rezava assim: ‘empunha o teu cetro, ó Mãe’. Rezemos juntos com ele também.”
Durante
a cerimônia de Coroação da Mãe Auxiliar, uma nova coroa e um cetro, trazidos
solenemente por crianças e jovens da comunidade, vestidos de anjinhos, foram
colocados na Imagem. Substituiu-se a antiga coroa, já desbotada pelo tempo,
enquanto a assembleia cantava: “Te
Coroamos, ó Mãe, nossa Rainha!”. Também o cetro, ofertado pelo casal Beto e
Joaninha E. Westrupp, em nome da Campanha presente na Paróquia de Oficinas, em
Tubarão, foi fixado na Imagem Auxiliar.
Envio missionário.
A
conclusão da 34ª Peregrinação se deu com a Adoração Eucarística e a Bênção com
o SS. Sacramento. Foi o Envio dos missionários e demais devotos de Maria para
suas paróquias e famílias como “missionários da Paz e
do Amor!”.
A coordenação do evento agradeceu o empenho de todas as
lideranças, destacando os trabalhos de Adriana dos Santos (Coordenadora
Diocesana na Campanha), de Isabel Maria ‘Bel’ Vieira (Coordenadora Forânea da
Campanha) e de Cecília Francisco (Coordenadora Paroquial da Campanha). Por
volta das 16h todos já estavam retornando para seus destinos com o coração
renovado de amor a Jesus e à sua amada Mãe, Maria Santíssima. Salve, Maria!
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