(22/03/2026)
A Igreja celebra hoje o 5º Domingo da Quaresma; portanto, para os devotos do
Senhor dos Passos e da Senhora das Dores, hoje é dia de Festa. Uma Festa
religiosa e quaresmal.
A gênese da devoção.
Em
Imaruí, há quase 200 anos que teve início tal devoção e foi se espalhando entre
os fiéis com o tempo, passando de geração para geração.
A
misteriosa e milagrosa imagem chegou na cidade quando ainda o lugar era a
Freguesia de São João Batista e o polo geopolítico regional era Laguna. A bela
capela de São João, construída no estilo açoriano, com o tempo, recebeu
ampliações até ganhar o atual formato.
Ninguém
consegue precisar a data da chegada da veneranda imagem à cidade, mas é certo
que foi no início do século XIX, quando grandes embarcações da vila transportavam
mercadorias para o porto de Laguna e outras cidades portuárias. Há notícias de
que naus de Imaruí chegavam até no litoral baiano.
Numa dessas viagens é que veio o misterioso caixote contendo a preciosa imagem: uma estupenda obra de arte, talhada em madeira maciça e ornamentada com rubis. Como ninguém a requereu e diante de curiosos fatos meteorológicos, decidiram deixar a imagem na igreja, sob os cuidados do reverendo padre.
Da sacristia à veneração pública.
Não demorou muito para que a imagem fosse retirada da sacristia e levada para uma capela lateral, exposta à veneração pública.
Como reza a tradição da Igreja, no
5º Domingo da Páscoa, passou-se a fazer homenagens e procissões em torno da
imagem de Bom Jesus dos Passos e da Senhora das Dores (que tem, igualmente, uma
história permeada de mistérios).
Surgiram
as Irmandades para guarnecê-las e cultivarem a devoção. Mais adiante, ergueram
a Capelinha do Senhor dos Passos e uma bela e rica tradição foi se formando em
torno da devoção (inclusive com ritos ‘secretos’), como eu pude registrar no
meu livro “Imaruí do Senhor dos Passos”
(2000, São Joaquim Editora, edição independente).
Tempo de mudanças.
Nesta
tarde de domingo, sob tórrido sol, devotos de toda a região se concentraram na
Praça da Matriz para mais uma procissão do Senhor dos Passos. Antes da função,
perambulei pela margem da Lagoa de Imaruí tranquilamente. Ela continua linda e
maravilhosa, mesmo que a maré baixa tenha criado um vão de areia entre a
calçada e a lâmina d’água. Gaivotas e outros pássaros estavam lá, como sempre,
se divertindo. Chamou-me a atenção que o barulho de aparelhos de som e do vozerio
humano era suportável. Mas ainda posso ouvir os apelos dos vendedores: “Vinte mirréis! Vem comprá!”; “Banca das
Meia”; “Gaste o seu dez aqui”... cheios de criatividade e bom humor!
Então,
olhando ao redor, constatei que havia menos barracas de comerciantes ambulantes
com relação a outros anos e, também, menos pessoas perambulando de um lado para
o outro. Isso pode explicar o fato de eu não ter tido dificuldade para entrar
na cidade e nem para encontrar estacionamento. Todavia, alguns conhecidos que
trabalham com comida e comércio, disseram-me que estava tudo tranquilo e
pareciam satisfeitos. Da parte das barracas da Igreja, igualmente.
O
que logo me chamou a atenção (e de todos os visitantes) foi o tapume colocado em
torno da Praça central e que, como faço todos os anos, seria onde eu buscaria
abrigar-me do intenso sol e calor. Algumas placas explicavam que o local
estaria recebendo reformas. Certamente que eu e milhares de devotos nos
perguntamos: “mas agora, na maior Festa
da cidade?”.
O início da procissão.
Bem,
juntei-me aos fiéis, na Praça da Matriz, sob o luz do sol (lamentei não ter levado
um boné), aguardando o início da procissão. Pe. Adson Muniz (Pároco de
Magalhães, Laguna) havia concluído a Missa dos Romeiros. A Banda Musical Unidos
de Imaruí ainda demoraria um pouquinho para chegar diante do templo e se posicionar.
De
repente, os figurantes da procissão, recordando personagens bíblicos,
colocaram-se na escadaria, diante a igreja. A veneranda imagem do Senhor dos
Passos foi trazida à Praça, nos ombros dos seus Irmãos, todos orgulhosamente
vestidos com suas opas roxas com enfeites dourados. A de Nossa Senhora das
Dores foi trazida em seguida, acompanhadas por suas Irmãs e outros devotos.
Então, o cenário estava pronto e o Pe. Avelino de Souza, o Pároco, autorizou o início da Procissão. E Verônica entoou o seu inconformado lamento (‘Oh vos omnes’): ‘Ó Vós que passais pelo caminho, vede se existe dor maior que a minha dor’. O cântico em Latim penetrou a alma dos fiéis e ninguém tirava os olhos da imagem do Senhor dos Passos.
Ao
comando do maestro Joelson Corrêa, retumbou o surdo e a banda executou uma
marcha que marcaria o ritmo da procissão. Centenas de homens e de mulheres, de
todas as idades, acompanhavam o cortejo trajados como Jesus ou como Nossa
Senhora. Carregavam pequenas cruzes de madeiras sobre os ombros. Alguns
caminhavam descalços e os menores buscavam descanso e aconchego no colo dos
pais.
Os
mais precavidos portavam garrafas d’água. Mas, ao longo da procissão,
generosamente, vários moradores ofereciam copos e garrafas d’água para os
transeuntes. Eram bênçãos adicionais em meio aquele calorão. Mas devo dizer
que, por misericórdia, vez por outra surgia no céu uma nuvem e sentia-se uma
brisa fresca provinda da Lagoa, que amenizavam nosso tormento. Mas, tudo bem!
Tudo por amor! E o sacrifício da gente ali era uma insignificante maneira de se
unir ao sacrifício do Senhor. Por isso, ninguém reclamava.
Aprendendo com a Cruz do Senhor.
Foi nesse sentido a mensagem do Pe. Juliano Pacheco Bittencourt, filho da Carreira do Siqueiro (ex Paróquia de Imaruí, atual Pescaria Brava) que trabalha no Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio, em Nova Veneza:
“Estamos aqui porque temos fé e acreditamos no Senhor. Convido-te a olhar para a Cruz do Senhor, desejando assumir a tua cruz de cada dia. Ela te dará força para continuares na caminhada, qual peregrino, ao lado de Jesus. Ele nos dá força e coragem e está sempre conosco!”.
Ao longo da procissão, outro sacerdote da Diocese de Criciúma, o Pe. Éderson, propôs:
“Ouça a voz do Senhor: ‘vinde a mim, vós que estais cansados... aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração...’ (Mt 11,28) O mundo precisa de mansidão, de docilidade e humildade para reconhecer que devemos seguir os passos do Senhor dos Senhores. Em seus passos, em sua vida e em seu Nome encontramos o remédio que nos salva, nos enche de vida e esperança. No Senhor aprendemos a apreciar a vida e dar-lhe um sentido”.
A súplica do sofredor.
Enquanto
caminhava junto com os fiéis, eu rezava em cada um dos cinco Passos, que
recordam algumas Estações da Via-sacra. São altares montados nas varandas de
tradicionais residências onde cantores e músicos entoam o piedoso “Miserere”.
O
cortejo para a fim de que todos passam acompanhar a reza.
Terminado
o ritual, a procissão continua seu itinerário. A imagem de Passos vai carregada
nos ombros de homens e mulheres que se revezam, pois o andor é pesado. Alguns jovens
aproximaram-se para participar do translado. Tudo acontece sempre sob os
cuidados da Irmandade de Passos, tendo à frente seu presidente Fábio Corrêa.
A
Banda seguia a imagem logo atrás e era protegida por voluntários que, segurando
cordas, mantinham o quadro livre para os jovens músicos transitarem com seus
instrumentos. Faço um adendo para registrar que Imaruí sempre teve na sua Banda
um de seus maiores orgulhos, fomentando o surgimento de centenas de bons
músicos. Nas festas religiosas, sua presença faz toda a diferença.
Na
esquina da Capelinha de Passos, sobre um púlpito, a Verônica entoou o seu
cantar pela segunda vez. É sempre muito emocionante. Em outros tempos, ela
cantava no início e no fim da Procissão, e em cada Passo; ou seja: sete vezes!
Em
determinado ponto do trajeto, encontrei a procissão que transladava a imagem da
Senhora das Dores. Lá, à frente, estava o Pe. Pedro José Damázio, acompanhando
os devotos e o pessoal da Irmandade (que trajava camisa branca e fita azul).
Enfim,
pela 16:45h, o cortejo chegou de volta à Praça da Matriz. A imagem da Mãe das
Dores também já está a postos. Os fiéis se juntam como podem. Querem ouvir o
Sermão do Encontro e assistir o encontro das duas imagens.
O
Orador foi anunciado: Pe. Pedro De Biase, Pároco da Paróquia Nossa Senhora das
Dores, de Jaguaruna e Ecônomo da Diocese. Natural de Treze de Maio, quando
jovem sacerdote, atuou como Vigário Paroquial em Imaruí e deixou muitas
lembranças daquela sua passagem pelo lugar. Tal experiência o preparou para a
missão posterior como Pároco da Catedral de Tubarão, onde, neste mesmo dia, há
mais de um século, também acontece uma enorme concentração de fiéis.
Com
sua habitual capacidade oratória e conhecedor da devoção popular, subiu a
tribuna e de lá proferiu seu Sermão do Encontro.
O Sermão do Encontro.
O
Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Meus
irmãos e minhas irmãs, na Quarta-feira de Cinzas nós recebemos o convite do
próprio Senhor Jesus, o Senhor dos Passos: “Convertei-vos
e crede no Evangelho” (Mc 1,5). É por esta razão que agora aqui nos encontramos.
Naquela ocasião, Ele também nos apresentava atitudes fundamentais para vivermos
a Quaresma: o Jejum, a Oração (e por isso ouvíamos o Papa Francisco confirmando:
“rezem sempre e rezem por mim”) e a Caridade.
Ah, como é importante a prática da caridade na nossa vida! Com certeza você já
fez muito bem e quanto bem ainda você haverá de fazer, não é mesmo?!
Uma Festa tradicional.
Irmãos
e irmãs, há quase 200 anos que nós temos nos reunido nas tardes da Festa do
Senhor dos Passos. Vêm aqui pessoas de todas as idades, homens, mulheres e
crianças; gente de todo lugar!
Aproveito
para saudar os padres que nos acompanham: Pe. Avelino, Pe. Pedro Damázio, Pe. Auricélio,
Pe. Juliano e Pe. Éverton. Saúdo nossos seminaristas (vindos da Diocese de
Criciúma), os membros da Irmandade de Passos e da Irmandade Das Dores, bem como
todas as pastorais, movimentos e associações. Ao longo da história desta Paróquia,
vocês não tiveram receio de proclamar: “Jesus
é o meu Caminho! Jesus é a minha Verdade! Jesus é a minha Vida!” (Jo 14,6).
Estamos
vivendo dias muito especiais para celebrarmos o Amor misericordioso de Deus
para com toda a humanidade. Amor por você, pela sua família e por cada um de
nós. Ouvimos São João Evangelista dizer: “nisto
consiste o amor de Deus por nós: foi Ele quem nos amou por primeiro e nos
enviou o seu Filho para a nossa Salvação” (cf. 1Jo 4,10). Toda a vida
terrena de Jesus, com seus milagres e ensinamentos, gestos e caminhos em favor
dos mais esquecidos... tudo isso era desejo de Deus amoroso, que quer a nossa Salvação.
Jesus veio ao mundo para salvar a todos.
Amor verdadeiro e provado.
Contemplando
esta imagem do Senhor dos Passos, percebemos o sangue escorrido em seu corpo.
E, na próxima Sexta-feira Santa, voltaremos a ver tal imagem do Senhor sofredor.
Olhemos com atenção para esta imagem. Não apenas em seu aspecto estético e sua
beleza artística; mas lancemos a ela um olhar de fé, contemplando os seus
flagelos e os seus sofrimentos.
Será
que ainda precisamos de mais alguma prova de que Deus nos ama? Olhem. Olhem.
Olhem para este Senhor que tudo fez a fim de que, no alto da Cruz e por meio
d’Ele pudesse nos alcançar a Salvação. “Tu
és meu filho! Tu és minha filha! E em ti coloco a minha missão” (cf. Sl
2,7; At 13,33 e Hb 1,5).
O poder da Cruz.
A Cruz, meus irmãos e minhas irmãs, – e não me refiro apenas ao madeiro e, sim, a tudo aquilo que ela significa – a Cruz é a maior prova incondicional do Amor de Deus para com pela humanidade.
Ao assumi-la e nela morrer, Jesus carrega sobre
Si aquilo que era débito nosso. Ele abre as portas do Paraíso para nós. Fez também
isso para o ‘bom ladrão’ e o fará para todos nós (cf. Lc 23,43).
Irmãos e irmãs, foi na Cruz que Jesus pregou o seu grande Amor. Por isso, como nos disse Santo Agostinho:
“a Cruz foi o grande lugar onde Deus pregou o Amor; consequentemente, contemplar as chagas de Jesus nos faz acreditar que elas ferem os corações mais duros, é verdade, mas elas também abrem as almas mais frias”.
Os nossos passos.
Você
sabe o esforço que fez para chegar até aqui, em Imaruí, no dia de hoje. Talvez veio
com o objetivo de fazer um pedido especial ou de pagar alguma promessa atendida.
Confie: os passos de Jesus, especialmente aqueles em direção ao Calvário, são
revestidos de misericórdia! “Pai,
perdoa-os; eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Nos
passos de nossa vida terrena, coloquemos também os Passos do Senhor Jesus, para
que Ele nos ajude a carregar nossa cruz. Nós não buscamos problemas e provações
sobre nós mesmos, mas a cruz que carregamos, somente conseguimos fazê-lo por
conta da força da fé.
Portanto,
nós caminhamos nesta terra em comunhão com os sofrimentos de Jesus; e temos a
certeza de que o nosso fim último não será sepultura. Não foi para Lázaro, nem
foi para Jesus. Temos a ciência de que é duro seguir Jesus, mas quem ama sabe
que é impossível deixar de segui-Lo, pois somente nele todo vazio do coração é
preenchido.
O Amor é solidário.
Ó
Bom Jesus dos Passos, ajudai-nos a carregar a Cruz: a cruz da minha vida, a
cruz das famílias sem moradia, a cruz dos doentes, a cruz dos sofredores, a
‘cruz nossa’ de cada dia, a cruz das mães sofridas, a cruz dos dependentes
químicos, a cruz dos que não têm trabalho...
“Ó meu Jesus amado, ao vosso coração, arrependido eu peço a graça do perdão.”
Irmãos
e irmãs, quem ama, nunca está sozinho. Há muita gente que também está neste
caminho doloroso do Calvário; talvez muitos dos que caminharam conosco ao longo
desta procissão, ou caminham pelas ruas de nossas cidades, ou na margem desta Lagoa.
E
por falar em Lagoa, recordo que hoje celebramos o Dia Mundial da Água. Como ela
é importante para todos nós. Da Lagoa, muitas famílias tiram o seu sustento. Há
dificuldades, mas dias melhores virão. Contudo, ainda precisamos cuidar muito bem
da nossa Lagoa.
A presença da Mãe.
Eis
que vem ao encontro do Senhor dos Passos uma Mãe. Uma Mãe! Uma Mãe que criou enorme
intimidade com seu Filho desde a concepção, quando do seu Sim ao Anjo Gabriel.
Aqui
está, meus irmãos, Maria Santíssima, a Mãe das Dores e da Piedade, a tua Mãe, a
minha Mãe e a Mãe da Igreja, Mãe da Humanidade! Vamos acolher esta Mãe que,
diariamente, olha para nós. Quantas vezes você recorreu a Deus por intermédio
da Mãe do Céu. E você rezava: “Mãe, olha
por mim! Olha pelas pessoas que não me entenderam bem”.
Neste momento em que as imagens se aproximam, tragamos junto o grande amor que os une: Mãe e Filho.
“Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.”
Há
40 anos, eu tive a graça de conhecer esta cidade, esta Paróquia e aqui conheci
muitas mães carinhosas. Certamente, todas as mães aqui presentes, igualmente, são
carinhosas. Sentem como próprias as dores, as vitórias e os sofrimentos de seus
filhos, de seus netos e de seus esposos. Lembro daquela mulher cananeia que
recorreu a Jesus pedindo-lhe: “Senhor,
livra a minha filha do espírito maligno. Senhor, tem compaixão de mim” (cf.
Mt 15,21ss; cf. também: Lc 9,38ss).
Qual
Mãe, porventura poderá esquecer de seus filhos? Também acredito que os filhos
jamais esquecerão de suas mães e até sofrem quando percebem o sofrimento delas.
Mãe das Dores.
Sabiamente,
a Igreja invoca Maria como a Mãe dos Mártires. Sim, muitas mães são verdadeiras
mártires no cuidado de seus filhos e de toda a família, na lida para manter a
casa, cuidar da educação dos filhos e para que não lhes falte o alimento, a fim
de que possam viver dignamente.
O
coração de Maria estava plenamente unido ao coração do seu Divino Filho. Este
misto de Serva e Mãe, através do seu instinto materno, queria impulsioná-la a
impedir o sofrimento do seu Filho. Ela gostaria de arrancar das mãos dos
soldados romanos o seu amado Filho; e levá-Lo de volta para casa para poder
cuidar dos seus ferimentos.
Seja Santa a Semana Santa.
Hoje,
ela nos convida – por mais dolorosos que tenham sido os nossos caminhos – a
estarmos com Jesus, como naquelas Bodas de Caná (Jo 2,1-12), para iniciarmos a Semana
Santa (a Semana do Amor) unidos a Jesus! Mas não desprezemos o Domingo da
Ressurreição do Senhor!
Na
próxima Quinta-feira Santa, celebraremos a Instituição do Sacerdócio e da
Eucaristia. É o dia do ‘lava pés’, do Mandamento do Amor; quando Jesus diz: “Eu tenho desejado ardentemente comer esta
Páscoa com vocês” (Lc 22,15).
Na
Sexta-feira Santa vivenciaremos os momentos do sofrimento, da morte e do sepultamento
do Senhor. Mas, acompanharemos em silêncio a preparação para a celebração da
Páscoa.
O
Senhor Jesus nos convida a celebrarmos com Ele a vitória da Vida sobre a Morte.
De fato, enquanto estamos aqui celebrando nossa fé, em muitos lugares do mundo,
a morte está tirando vida de tantas pessoas. Chega de morte! Não iremos
construir a paz a partir do cemitério. A paz é construída a partir do Amor, do
diálogo, do respeito, do entendimento e da atitude de perdoar sempre, como
muito bem nos recordou o saudoso Papa Francisco.
A
Igreja torna-se plena com a presença das crianças e dos jovens, como tantos que
vejo aqui. Ela torna-se bonita com a presença e a perseverança de cada um que
aqui se encontra. Somos a Igreja da Esperança! Somos a Igreja do Amor!
Despedida e anúncio da próxima
Festa.
Concluído o Sermão, as pessoas queriam sair dali e buscar água e alguma sombra para refrescar-se um pouco. Outras foram se dirigindo para o lugar de suas conduções. Enquanto isso, o Pe, Avelino agradeceu ao Pe. Pedro e disse:
“Este encontro deve marcar a nossa vida e fortalecer a nossa fé. Entreguemos nossas cruzes diante do Senhor para que nos fortaleça na nossa missão”.
No
interior da matriz, onde as rezas continuaram, o Pároco comunicou o dia da
próxima Festa de Passos: 14 de março de 2027.
Tão
logo terminou sua prédica, o Pe. Pedro dirigiu-se, apressadamente, à Jaguaruna
para animar a procissão de Passos e da Senhora das Dores naquela cidade. Eu
também retornei para Tubarão onde, na matriz São Martinho de Tours, iria
presidir a Santa Missa.
Meu
coração estava agradecido: mais uma Festa, como ‘Irmão’ do Senhor dos Passos e
filho de Nossa Senhora! Quantos amigos e conhecidos encontrei; quantas
conversas rápidas, mas cheias de afeto; ver o empenho dos colegas padres e os
olhares atentos e curiosos dos seminaristas (talvez sonhando com o dia em que
estarão à frente do povo de Deus, como pastores); deixar-me acolher pelos
amigos Menga e Cida e sentir a emoção dos devotos mais antigos, como o casal
Bibi e Beth; rever rostos amigos de ex paroquianos e muitos deles querendo me
apresentar seus filhinhos... Tudo isso me leva a concluir, agradecido: foi uma
bela Festa!
“Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos. É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto” (Sl 132/133).
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(peauricelio@yahoo.com.br)
Trailer
do filme ALBERTINA: https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk
História
de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc
Fotos: acervo pessoal.
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