107º ANIVERSÁRIO DE ALBERTINA – FESTEJAR UMA VIDA REPLETA DE TESTEMUNHO DE FÉ

(11/04/2026) Aqui em casa, não obstante sermos filhos de operário e de uma costureira e dona de casa, eu e meus seis irmãos, nunca ficamos sem uma comemoração do dia do aniversário, mesmo que singela. Dificilmente faltava uma torta ou um bolo enfeitado e um presentinho também.

Nossas festinhas de aniversários permearam nossas infâncias. E eram sempre muito boas. Também os natalícios das primas e primos eram muito festejadas. Geralmente cantava-se o ‘Parabéns a você’ de olho nas guloseimas.

Na nossa casa, além dessa tradicional canção, o nosso pai (geralmente com violão) entoava ‘Feliz aniversário, desejamos a você’. Na casa do tio João e da Tia Inês, a tia Rôla sempre acrescentava uma Ave-Maria.

Depois do lanche, a gente brincava de bola, de ‘passar o anel’, de ‘pegar’ (ré), de ‘alerta’, de ‘trinta e um’ (esconder), de taco...

Tais lembranças e muitas outras pululam o meu pensamento por conta do aniversário natalício de Albertina Berkenbrock. Foi nesta data, 11 de abril de 1919, lá no interior de Imaruí, num lugarejo chamado São Luiz, que nasceu a pequena e bela menina.

Seus pais Henrique Berkenbrock e Josefina Boeing Berkenbrock já tinham dado à luz Vendelino e que contava, nessa ocasião, com quase três anos de idade.

Foi bem festejado o nascimento da primeira menina do casal. Embora pobres, pois viviam do trabalho na roça e na lida com os animais de casa, D. Josefina não deixou de providenciar algumas roupinhas e panos para sua menina. Ela era costureira; então, presumo que tenha preparado um enxoval mínimo com muito carinho. Também minha mãe Osmarina era costureira e, bem recordo, do seu zelo em preparar as roupinhas e peças de pelúcia, enquanto aguardava a chegada do próximo bebê.

Vendelino e Albertina receberam toda a atenção amorosa e providente de seus pais. Os outros sete irmãos que foram chegando com o tempo, também. Além de casa, roupa e comida, não lhes faltou afeto. 

Sua casa era um verdadeiro lar, como sempre atestaram os remanescentes irmãos de Albertina (como a D. Mariquinha, que voltou para o Céu em 2025). E, da mesma forma, os muitos netos do casal, que tiveram a dita de desfrutar da atenção e dos mimos dos avós seu Henrique e D. Fina, junto deles sempre havia alegria e gestos de carinho.

Na casa dos Berkenbrock havia lugar para praticar a religião, tanto as devoções quanto os valores religiosos. Descendentes daqueles católicos da Westfália, na Alemanha, os pais transmitiram aos filhos tudo o que aprenderam. A oração antes das principais refeições e o terço em família após a ceia, eram momentos sagrados do cotidiano familiar. E as rezas na capela de São Luiz Gonzaga igualmente, ainda mais que D. Fina era quem zelava pelo recinto. Albertina a acompanhava nos serviços de limpeza da igreja.

Essas ocasiões eram especiais para Albertina, pois ela cultivava suas devoções principais: à Nossa Senhora e a São Luiz Gonzaga.

Passaram-se 107 anos do nascimento da Menina que recebeu da Igreja os títulos Serva de Deus, depois Venerável e, em 2007, os cognomes Virgem, Mártir e Bem-Aventurada Albertina.

Ela precisou viver apenas doze anos para experimentar a profundidade do Amor de Deus em sua vida e corresponder a tal amor com seus gestos e atitudes. Isto chamou a atenção de seus conterrâneos que, em vida, a apelidaram de Nossa Santinha.

As investidas de um ‘empregado’ da família, o Manéco Palhoça (Indalício Martins), numa tentativa de estupro, levou-a a lutar pela defesa de sua castidade e dignidade, e defender com sua própria vida os valores da fé e da moral que ela professava.

Era o dia 15 de junho de 1931, pelas 15h, quando ela tombou morta, no grotão, sob a copa das árvores e arbustos. 

Naquele dia, a comunidade ficou agitada e revoltada, mas havia uma consciência de que, certamente, ela teria lutado para não se entregar. Tal dado veio a se confirmar mais tarde, pela confissão do assassino. Dia 15 tonou-se o dia do seu nascimento para o Céu, quando fez a sua Páscoa definitiva.

Qual presente podemos dar para Albertina neste dia de seu aniversário? Já pensou nisso? Ainda estamos na Oitava da Páscoa e no final de semana da Festa da Divina Misericórdia. Que tal participar da Santa Missa (ou da Celebração da Palavra) aí no seu bairro ou na matriz e rezar pela paz no mundo?

Parabéns, Albertina! Parabéns, Nossa Santinha!

Obrigado, Senhor Deus, pelo aniversário de Albertina!


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(peauricelio@yahoo.com.br)

                                                                            

Trailer do filme ALBERTINA:  https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk

História de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc          

Imagens: internet (Ione, MissNikita, Pixiz)

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