(02/05/2026) Ao encerrar seu Livro, propondo uma restauração completa na vida de Jerusalém (como metáfora do Povo de Deus), o profeta Isaías apresenta uma promessa de Deus:
“... ‘Vou fazer a paz correr para ela como um rio e, como uma torrente transbordante, a riqueza das nações. Seus filhinhos serão carregados ao colo e acariciados sobre os joelhos’” (Isaías 66,12) .
O projeto de Deus para seu povo é de consolação, de paz
abundante, de restauração e abundância divina. Nesse texto, logo chama-nos a
atenção o cuidado carinhoso e afetuoso de Deus que, como uma generosa mãe,
brinca com seu filho ao colo.
Era o dia 05 de maio de 1919, uma segunda-feira, quando o casal Geraldo Boeing e Mathilde Boeing Thiesen levaram sua sobrinha Albertina Berkenbrock, de apenas 25 dias de vida, para ser batizada na capela de Vargem do Cedro.
Foram acolhidos pelo Pe. João Batista Steiner (1844), um missionário
alemão de Lutzingen, naturalizado brasileiro, que era Capelão-Cura e primeiro
padre a residir naquele lugar. Ali, na antiga capela, Albertina foi batizada e
mergulhada no ‘oceano de graças’ que jorra do Coração Jesus.
“Através dos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os alicerces de toda a vida cristã. (...) Nascidos para uma vida nova pelo Batismo... [os fiéis] recebem cada vez mais riquezas da vida divina e avançam para a perfeição da caridade” (CIC 1212)
Albertina recebeu o Santo Batismo como dom e pura gratuidade de Deus. Para a pequenina filha de Henrique e Josefina Boeing Berkenbrock, tal Sacramento abriu as portas para que ela pudesse receber, mais tarde, os Sacramentos da Crisma (1925), da Penitência e da Eucaristia (1928).
Nascida no dia 11 de abril, segundo rebento dos Berkenbrock,
foi muito bem vinda no seio familiar e motivo de alegria para todos os que
viviam na localidade de São Luiz, no município de Imaruí (SC). Ao longo de sua vida,
recebeu firme educação religiosa tanto da parte de seus pais, quanto da Igreja
em si, como através de seu catequista Hugo Berndt.
Pelo Batismo, Albertina e todos os cristãos são “incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão” (CIC 1213). Conforme os depoimentos de seus conterrâneos, durante as muitas entrevistas por ocasião da abertura do seu Processo de Canonização, quando foi instalado um Tribunal Arquidiocesano em São Luiz, para tratar do assunto, podemos afirmar que Albertina zelava pela sua identidade católica, amava sua Igreja e buscava praticar os ensinamentos recebidos com grande empenho pessoal e espiritual.
Seu interesse pela vida de Jesus e pelas Histórias Sagradas lhe renderam um elogio de seu austero catequista:
“Dentre todos os adolescentes, ela é a que demonstra maior interesse em conhecer e esforço no colocar tudo em prática”.
Aprendeu com sua mãe a zelar pela capela de São Luiz, pois, desde novinha, acompanhava-a em tais serviços. Seu desejo de receber Jesus na Santa Eucaristia não era mera formalidade ou simples desejo de imitar os adultos. Ela nutria uma espiritualidade interior muito profunda e fecunda.
Num pequeno
caderno, ela anotava suas orações pessoais e cultivava uma sincera devoção
mariana expressada na reza diária do Terço e na veneração de uma santinho de
papel onde estava estampada a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
É curioso que o nome que seus pais lhe deram (Albertina) já contenha
em si mesmo um enunciado muito significativo: “nobre brilhante”, “ilustre
nobre”, “aquela que brilha por sua
nobreza”. Nascida numa família de cultura germânica, Albertina traz no seu
nome uma aglutinação de dois vocábulos: ‘adal’
(que significa nobre) e ‘berth’ (que
significa brilhante).
Sabemos que a menina era tímida, mas algo dentro dela reluzia e encantava a todos. Tanto que seus conterrâneos a apelidaram, carinhosamente, de “Nossa Santinha”. Pelo que consta, não era uma menina de muitas palavras, tinha gestos contidos e delicados.
Quando seus colegas de escola vinham provocá-la ou forçá-la a alguma ação que ela considerava duvidosa, ela corava e até chegava às lágrimas. Mas nunca revidou agressões, tampouco levantou a voz contra eles. Pelo contrário, ela sempre estava disposta a ajudá-los no que fosse possível, inclusive na patilha do seu lanche com aqueles mais pobres.
Albertina queria estar sempre mais unida a Jesus, como certo
dia confidenciou à sua mãe: “Quero ser de
Deus”.
Podemos dizer que, ao longo de sua breve vida, o Batismo recebido
lá na Vaceda (Vargem do Cedro) foi norteando sua existência e ela sabia muito
bem a Quem entregar seu coração. Por isso, naquela tarde de 15 de junho de
1931, ela enfrentou o seu algoz Manoel Indalício Martins, o vulgo Maneco
Palhoça, numa tentativa de estupro.
Ela não poderia ser dele e de mais ninguém, porque já havia
um Amado em seu virginal coração: Jesus Cristo. Seu martírio foi o auge de uma
vida simples e generosa. Honrou seu Batismo até o último respiro e, agora,
realmente, “é toda de Deus”.
A proclamação de Albertina como Virgem, Mártir e
Bem-Aventurada feita oficialmente pela Igreja em outubro de 2007, é um
reconhecimento da forma como ela viveu heroicamente as virtudes cristãs. Mas,
também, que sua vida deve ser um modelo para os jovens e para todos nós.
É interessante que no norte de Minas Gerais haja um município
chamado Albertina. Mais curioso ainda é o nome de outro município, agora no
interior de São Paulo, cujo nome é Santa Albertina. Na matriz desta cidade
paulista, há um enorme vitral onde pode-se ver e venerar a imagem da Beata
Albertina Berkenbrock. Também uma relíquia oficial da Nossa Santinha e uma
grande imagem de gesso foram doadas àquela Paróquia.
Ainda estamos aguardando um pronunciamento oficial da Igreja
sobre a Canonização de Albertina. Neste seu aniversário de Batismo, mais uma
vez, suplicamos aos Céus que nos dê a graça de vermos, o quanto antes, o seu
nome incluído no Cânon, isso é, na lista dos Santos e Santas da Igreja.
Beata Albertina, rogai por nós e abençoai as nossas famílias!
Fazei jorrar sobre nós a Água Viva de Cristo, vosso Amado Senhor! Amém!
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(peauricelio@yahoo.com.br)
Trailer
do filme ALBERTINA: https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk
História
de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc
Fotos: Bruna M., internet (Ione).
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