ORDENAÇÃO DIACONAL DO JONATHA JOSÉ – DO PANTANAL PARA O SERVIÇO DO REINO EM TODO O MUNDO

 

(13/03/2026) “Fica conosco, Senhor!” (Lucas 24,39)

A igreja de Santo Antônio de Pádua, recentemente elevada à sede paroquial, em Tubarão, ficou completamente tomada pelos fiéis que para ali acorreram a fim de participar da Santa Missa. A celebração tinha uma motivação muito especial: a Ordenação Diaconal do seminarista Jonatha José de Medeiros. Uma ocasião assim é bem mais que um mero acontecimento eclesiástico, no sentido de a Igreja ampliar, renovar e manter seus quadros de ministros. Trata-se de um profundo momento de ação de graças a Deus que, ao longo dos tempos, continua a chamar homens e mulheres para uma vida consagrada à construção do seu Reino.

Jesus continua atraindo e encantando jovens, rapazes e moças, para a consagração total de suas vidas. Assim, a entrega do jovem Jonatha representa o Sim de tantas outras pessoas, nos mais variados estados de vida que, um dia, foram tocadas pelo irrenunciável chamado vocacional.

Visivelmente alegres, D. Adilson, presbíteros e diáconos posicionaram-se na praça frontal da igreja, aguardando o momento da procissão inicial. Além dos clérigos que atuam na Diocese, outros mais, amigos do ordenando, vieram prestigiar o momento. Religiosas, aspirantes e seminaristas também tornaram a festa vocacional mais eclesial, como fruto do abnegado trabalho da Pastoral Vocacional. Por todo lado via-se jovens; e eram muitos! Um refrigério especial no contexto eclesial em que vivemos.

Pe. Matheus Scremin Magagnin, jovem sacerdote e nomeado primeiro pároco de Santo Antônio, acolhia a todos e estava atento aos movimentos das lideranças. Pe. Adson e Diácono Régis coordenavam os vários auxiliares do altar. No Salão Paroquial, dezenas de lideranças deixaram o ambiente pronto para o coquetel que se seguiria à cerimônia.

No interior do templo, o povo cantava e rezava louvando a Deus e aquecendo seus fervorosos corações. O recém criado Coral Divina Pietá, da Catedral, encarregou-se da execução do repertório musical, auxiliado por alguns instrumentistas e pelo jovem cantor Thiago Matias. O repertório definido pelo maestro Evandro continha canções sacras populares e algumas de inspiração carismática, e auxiliou a assembleia a bem viver os diversos rituais litúrgicos da Missa solene.

Na motivação inicial, a Equipe de Liturgia acolheu a assembleia recordando a importância dos ministérios da Igreja. 

“Durante os primeiros passos da Igreja, após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus aos Céus e o envio do Espírito Santo, a fé cristã foi se difundindo gradativamente pelo mundo, atraindo inúmeros irmãos e irmãs. É o que lemos em Atos dos Apóstolos 6,1: ‘naqueles dias ía aumentando cada vez mais o número dos discípulos’. (...) Os Apóstolos, sob a luz do Espírito Santo... reconheceram a necessidade de instituir um ministério específico para o serviço da caridade. Assim, pela oração e imposição das mãos, escolheram homens de boa reputação, que se tornaram ‘os guardiões do serviço na Igreja’ (Papa Francisco), dando origem ao ministério diaconal.”

Jonatha, que deixara sua profissão de Administrador de Empresas para corresponder radicalmente à sua vocação, adentrou no templo ladeado por seus pais. Outros familiares o aguardavam em seus assentos, na fileiras mais próximas do presbitério; particularmente seus avós. Estavam ansiosos, orgulhosos, emocionados, chorosos, alegres... seus sentimentos se misturavam num só louvor a Deus.

Os olhares da assembleia se voltaram, primeiramente, ao seminarista, e o viram sereno e sorridente. Em seguida, D. Adilson iniciou a celebração e todos concentraram-se para concelebrar com a Igreja o belo momento.

Amigos e familiares do Jonatha auxiliaram na Liturgia da Palavra. Em sua homilia, o Bispo refletiu os textos proclamados e o serviço ministerial na Igreja.

“Como cantamos no canto inicial ‘assembleia santa’, o povo santo de Deus está aqui reunido. Estou chegando de uma jornada pastoral de reuniões em Brasília e em Florianópolis, aqui na nossa Província Eclesiástica, sempre visando trilharmos um caminho comum, sinodal. Quero agradecer a presença de todo o clero e todos os leigos aqui reunidos, particularmente os de Morrotes, Paróquia originária do Jonatha.”

Rezar pela paz. 

“Neste ano em que celebramos os 800 anos da Páscoa (nascimento para o Céu) de São Francisco, eu os cumprimento com sua expressão ‘Paz e bem’. Ela traz um conteúdo muito rico para estes tempos de guerra, pois somos construtores da paz. A cada drone que cai na terra, devemos elevar nossas orações aos Céus.”

Chamados e consagrados. 

“Como ouvimos nos Atos, os diáconos nascem de uma necessidade eclesial. Escolhidos pelos discípulos, foram apresentados aos Apóstolos; semelhantemente aos escrutínios que fazemos sobre os candidatos às Ordens Sacras. Como os Apóstolos, nós iremos impor nossas mãos sobre o Jonatha e rezar por ele, consagrando-o ao serviço na Igreja. Ouvimos, também que, ‘na comunidade cristã, ninguém é descartado’ (como insistia o Papa Francisco). Jonatha, tu recebes hoje a missão de servir a comunidade em todos os sentidos. No mundo do individualismo, do fechamento, de espiritualidades de auto referência ou da tentação de medir a pregação do Evangelho pelos algoritmos, o Senhor te chama para servi-Lo humilde e gratuitamente, para seres ponte na comunidade, colocando teus dons a serviço, com tua presença amiga e guia de fé, de modo especial com os jovens, os acólitos e coroinhas.”

Enviado aos pequenos. 

“Sê solícito junto às famílias, sobretudo aos idosos e doentes, exercendo, assim, tua caridade. Ser Diácono é ser isso: presença de serviço e serviço de presença. E sempre que possível, levar a Eucaristia aos doentes. O Cristo Eucarístico é o alimento dos fracos. Tens a missão de anunciar a Palavra; sê tu uma boa nova onde o Senhor te chamou e para onde te enviou a anunciar as Escrituras e educar o povo na fé; ou seja, ‘transforma em fé viva o que lês e ensina o que crês’.”

Jesus que se aproxima. 

“No Evangelho proclamado (tão conhecido, mas sempre apresentando novidades), vimos Jesus feito um desconhecido, forasteiro e estrangeiro. Ele caminha com os dois discípulos para Emaús, interessando-se pela tristeza e desilusão deles, fazendo um caminho catecumenal com eles, revelando-lhes as Escrituras; faz-se participar e parte o pão com eles. Então, os olhos deles se abrem e eles retornam à comunidade, à alegria de anunciar: ‘vimos o Senhor!’.”

Deixar-se acompanhar. 

“Jonatha, permite que Jesus caminhe contigo e, nos momentos de fuga, de frustração e de desânimo, chama-O para caminhar contigo. No caminho, Jesus lhes oferece a Palavra; à mesa, oferece-lhes o Pão. Serão alimentos para o povo e para ti. Tu és consagrado para alimentar e para servir o corpo místico de Cristo, a sua Igreja, povo santo a caminho.”

A tríade do serviço. 

“Pela imposição das mãos, o Espírito infundirá em ti o dom do serviço, associando tua vida ao ‘Servo dos servos’, Jesus! Serás colaborador do Bispo e dos presbíteros no serviço da Palavra, do Altar e da Caridade. Eis a tríade, (...) vinculando o teu serviço ao altar em nome da Igreja. Exercerás tal serviço em caridade perseverante. Vive-o com toda diligência, com amor que brota do Coração de Jesus que ‘veio para servir e não para ser servido’.”

Importância da família. 

“Saudamos as famílias que rezam pelas vocações e, particularmente, homenageamos a família do Jonatha, visto que seu irmão também é seminarista maior. Favoreçamos para surjam vocações em todas as nossas Paróquias e comunidades!”

A realidade cruel. 

“Seguir Jesus é entrar na escola do serviço e pôr-se a caminho, numa estrada de doação, com atenção e olhar de compaixão aos caídos à beira. Vive a proximidade com quem está abandonado, imerso na dor, com corações atribulados e sofridos nestes dias. (...) Ao nosso redor há muita dor e, nas famílias, até violência doméstica. As pessoas buscam em nós uma palavra amiga e o consolo divino. Lembro aqui do gesto do Pe. Carlos Henrique ao acolher com um abraço um irmão desesperado.”

Horizonte da missão. 

“Jonatha, tu recebes a missão de evangelizar onde for preciso. Tu és enviado pelo Senhor às encruzilhadas, às praças... Tua vocação, agora, é uma missão. A Ordenação seria vazia se não fosse para a missão, pois ser batizado é ser missionário. Isso serve para todos nós. A Ordenação é para potencializar a tua missão. O mesmo Jesus que disse ‘Vem e segue-me’, enviou: ‘Ide a anunciai’.”

Na perspectiva da santidade. 

“Este tempo antes de tua Ordenação Presbiteral, seja tempo de santificação. É o teu tempo. Deus não conta o ontem e o amanhã, mas o hoje de tua vida. A dalmática será o teu manto ou avental de serviço humilde, corajoso e generoso. Recorda-te sempre do Mestre Jesus, que despojou-se com grande amor por nós. Sujar-se, até mesmo com o sangue, como os mártires de nosso tempo, para pertencer ao Cordeiro imolado. O mundo precisa dessas testemunhas. Invocaremos o testemunho dos santos sobre ti. Não deixes de buscar Maria, como Mãe e Modelo de serviço.”

Por toda a vida! 

“Não tens o direito de escolher o serviço e nem negociar com a preguiça pastoral que muitas vezes atingem os que estão nas fileiras clericais. Somos consagrados para o dia inteiro e por uma vida toda. Jesus não veio para o serviço esporádico, como se fosse um cabide. Ele calçou sandálias para colocar-se a caminho, na missão. Com Maria, caminhemos servindo e, por isso, sendo felizes por pertencermos ao grupo de Jesus, dos Apóstolos e da Santa Igreja. Sê Diácono no seio de nossa cultura e da nossa amada Madre Igreja.”

No Rito de Ordenação, foi muito bonita a vestição do neo diácono com suas vestes clericais (estola transversa e dalmática) sendo trazidas pelos seus avós (sendo o avô um cadeirante). Da mesma forma, o abraço dado aos pais e avós foi emocionante e a assembleia vibrou com efusiva salva de palmas.

Em seguida, o Diácono Jonatha, visivelmente emocionado, colocou-se diante do altar do Sacrifício, abaixou a cabeça, respirou fundo e subiu aqueles degraus para, pela primeira vez como ordenado, dispor as ofertas sobre o altar.

Após a comunhão, como tem se tornado comum, em nome da Comissão Diaconal Diocesana, o Diácono Leomar leu uma mensagem de acolhida do ordenado no corpo diaconal, mesmo que provisoriamente.

“A missão do Diaconado é fruto da graça e missão. Graça, porque fomos olhados com misericórdia por Deus; é compromisso de missão porque essa é a única resposta possível diante do dom recebido. No contexto da ministerialidade da Igreja, no âmbito do ministério ordenado, o Diácono define-se como sacramento de Jesus Cristo Servo e como expressão da Igreja servidora. Desta forma, entreguemo-nos ao Espírito que sustenta a nossa fé e está ao nosso lado na missão. Seja bem-vindo à Ordem do Diaconado. Em nome de nossa Comissão, agradecemos a você Jonatha pelo seu Sim dado ao serviço da Igreja de Jesus.”

Também o Neo Diácono quis dirigir-se aos presentes para fazer seus agradecimentos.

O lema diaconal. 

“A passagem dos discípulos de Emaús sempre tocou profundamente o meu coração. ‘Fica conosco, Senhor!’ Ela norteia toda a minha caminhada vocacional e aquilo que desejo viver em meu ministério: transmitir a paz que emana do Ressuscitado. Pois, um coração que arde ao reconhecer o Senhor torna-se, também, um coração agradecido. Hoje, ao recordar minha história, tenho a clara consciência de que uma vocação não se constrói sozinho; ela é sustentada por muitas mãos que rezam, acolhem e colaboram para que o chamado de Deus possa amadurecer.”

Gratidão pela caminhada. 

“Agradeço, antes de tudo, a Deus pelo dom da vida que me chamou a essa vocação.  A D. Adilson, pela paternidade e pastoreio; conte comigo nessa missão. Recordo com gratidão as comunidades formativas pelas quais passei, a partir do Seminário Nossa Senhora de Fátima (...); foram lugares de crescimento e discernimento vocacional. Agradeço às faculdades São Luiz, em Brusque, e FACASC, em Florianópolis; por meio de seus professores e colaboradores foram solo fértil para a formação humana, intelectual e espiritual em minha vida. Gratidão aos formadores (...), às comunidades paroquiais que me acolheram (...), ao Serviço de Animação Vocacional e Juvenil de nossa Diocese... onde fui forjado e pude contemplar o rosto de Cristo que ama, acolhe e forma. Aos Supervisores de Pastoral (...), aos Diretores Espirituais (...), aos colaboradores dos seminários e à Paróquia de Morrotes. Obrigado pela alegria de partilhar a vida, pelos ouvidos atentos que acolhem, pelos sorrisos que animam, pelas palavras que orientam.”

Lugares de pastoral. 

“Minha Paróquia Imaculada Conceição e a comunidade Nossa Senhora Auxiliadora: obrigado por me acolherem como filho, me orientarem e me sustentarem com suas orações. Ao Pe. Paulo Rodrigues e ao Pe. Itamar, gratidão. Gratidão à Paróquia da Catedral, onde trabalhei no último ano e a esta comunidade de Santo Antônio: meu sincero e fraterno obrigado por tantos sorrisos, orações, generosidades e pelas portas sempre abertas. Ao Pe. Matheus e à Coordenação, muito obrigado. (...) Também aos benfeitores que, de tantas maneiras, sustentaram minha vocação, tanto de modo material quanto espiritual. Aos meus amigos de seminário, aos Grupos de Jovens, às pastorais, acampamentos, movimentos...”

Minha família amorosa. 

“Aos meus familiares, particularmente meus pais e irmãos (inclusive um que está agora prestando serviços no Exército) e avós. Obrigado pelo amor, pelo cuidado e por todo o apoio. Mesmo nos momentos mais difíceis da caminhada, eu sempre soube que eu poderia voltar para a casa e renovar minhas forças. Amo vocês todos e peço que continuem rezando por mim. Obrigado por me ensinarem que família não é perfeição, mas união e oração.”

Ao clero. 

“Aos padres e diáconos aqui presentes em grande número, obrigado pelo testemunho e incentivo na caminhada. Hoje inicio neste ministério como irmão mais novo. Tenham paciência comigo e rezem por mim.”

Então, o Diácono chamou ao presbitério todos os seminaristas, religiosos e vocacionadas, enquanto a imagem de Nossa Senhora de Fátima era trazida solenemente na assembleia e o coral entoava o Hino do Seminário “Ao sorriso da Mãe carinhosa” (que nós, presbíteros, cantamos a plenos pulmões).

Concluída a celebração, todo o povo de Deus foi brindado com um coquetel servido no Salão Paroquial. Enquanto isso, uma fila interminável de pessoas aguardava para cumprimentar o novo Diácono.

A Ordenação Presbiteral acontecerá no dia 14 de agosto, sexta-feira, às 19:30h, na Catedral Diocesana (transferida da Casa de Encontros), no bairro Pantanal, em Tubarão.

“Enviai, Senhor, operários para a vossa messe!”


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