quarta-feira, 28 de março de 2012

IMARUÍ, TERRA DO SENHOR DOS PASSOS








25 de março de 2012. Em espírito de romaria, eu e os seminaristas José Luiz, Jonas e Lucas Bittencourt fomos para a Festa de Passos em Imaruí.


A primeira parada foi para a Santa Missa na matriz de Nova Brasília. Pe. André, já um pouco melhor de sua enfermidade, convidou-me a concelebrar. Coube à mim fazer a homilia. A partir das leituras do dia, destaquei o sentido da Festa de Passos, sempre apresentando a motivação vocacional. Ainda mais que o Evangelho mostrava o desejo dos gregos em conhecerem Jesus.


Dali rumamos para Imaruí. Tomamos café na residência do casal Menga e Cida, pais do seminarista Thiago. A “Pequena Jóia do Sul” estava tomada de fiéis. A primeira Missa do dia, às 6:30h, presidida pelo nosso reitor Pe. Pedro, teve a participação de muita gente que quase não coube dentro do templo.


A segunda Missa foi presidida pelo Pe. Avelino e, a terceira, pelo Pe. Eloir (de Criciúma). Aquela foi animada pelo Irineu Calegari e sua equipe, de Gravatal; esta outra pela Grupo Tons de Deus, de Imbituba. Eu e os seminaristas visitamos o “camelódromo”, a praça da matriz e o espaço religioso da Festa.


Percebemos que uma multidão fazia fila para embarcar no Ferry-boat para contemplar a beleza da cidade por outro ângulo. Admiramos a bela cruz de madeira que foi levantada na praça, entre a Casa Paroquial e a igreja. Foi inaugurada ontem, benta pelo Pe. Sérgio Jeremias, nosso Administrador, como símbolo da preparação para Jornada Mundial da Juventude do próximo ano.


Visitamos a Sala dos Milagres, a Sala dos Bolos, a Sala das Opas do Senhor dos Passos. No caminho, encontramos muita gente conhecida e disposta a bater um bom papo. Gente simples!... gente boa!


O almoço foi lá com a família do seminarista. À tarde, os propedêutas foram dar mais uma volta na praça. Aliás, dado o intenso calor do dia, mesmo com o alentador vento nordeste, o povo se concentrava sob as árvores da praça. Alguns tomavam suas refeições ali mesmo; outros se esticavam para tirar aquela soneca.


Após a Missa dos Romeiros, presidida pelo Pe. Édison, e animada pelo Ministério da RCC da Passagem (Tubarão), teve início a procissão solene. A praça da matriz ficou tomada pelos fiéis. O pároco apresentou as personagens da Semana Santa que estavam representadas por penitentes do lugar. A Banda Unidos de Imaruí, cujos músicos estavam trajando uniformes brancos, colocou-se à postos, sob a regência do Maestro Gerson Corrêia, o Cascão.


A Denise, do Coral Raízes, interpretou o Cântico de Verônica. Grande cantora lírica, deixou todos emocionados com sua inquietante interrogação. O lenço que trazia nas mãos e revelava o rosto da imagem de Imaruí foi pintado pelo professor Rudney Marinho, escritor local e residente em Jaraguá do Sul.


Os organizadores decidiram fazer uma experiência, permitir que o trio-elétrico acompanhasse o cortejo. Não obstante os perigos desta empreitada, tudo correu bem; lamentável as constantes falhas de transmissão e corte no som. Mas ajudou bastante! Talvez dois pequenos carros de som, sintonizados na emissora de rádio, teriam dado um resultado melhor; pois, em alguns pontos da procissão, não se percebia o som do trio-elétrico.


A procissão parou nos Sete Passos (capelinhas) ao longo do trajeto. Ali se cantava o “Misereri” e se fazia orações e reflexões orientadas pelo pároco. As famílias que acolheram as Capelinhas estavam emocionadas. Conversei com D. Zoê, esposa do Seu Toninho. Ainda, sem me reconhecer, deixou-me fotografar seu altar: “Preparei tudo com tanto carinho. É uma graça de Deus que nós possamos participar assim da procissão!”. D. Zaira Alves, outra senhora que acolheu um Altar de Passos em sua residência, estava visivelmente emocionada. Acompanhada das filhas e amigos, quando terminou a oração defronte à sua residência, encostou-se no muro e ficou espreitando, orante, o povo que passava. Certa vez, bem me lembro, ela teceu um tapete (“trilho”) para acolher o Senhor dos Passos.


Muitos devotos estavam pagando promessas. Para aliviar o calor do sol, algumas famílias ofereceram água aos caminhantes. Foi o que vimos – e já se repete há muitos anos! – nas residências do casal de médicos Renato e Jaciara, bem como na casa ao lado da Capelinha de Passos.


Lá na praça, sob forte sol e debaixo do arvoredo, o povo ouviu o cântico da Verônica pela terceira vez (a segunda foi na Capelinha de Passos) e o Sermão do Encontro. Neste ano, foi convidado a falar o Pe. Mário José Reynoldi, pároco de Ingleses, na Ilha de Florianópolis.


O jovem sacerdote começou lendo sobre o sentido da Festa e, deixando de lado seus apontamentos, passou a discursar olhando para as imagens e para a multidão ali reunida. Disse: “Não se pode imaginar a força deste Amor. Somente com profunda mística se pode rezar. Só quem ama pode dar a vida”. O tema principal da sua reflexão foi “Faça de sua cruz uma vitória”. E terminou assim: “Que a Beata Albertina nos ensine a viver na pureza para seguirmos os Passos do Senhor Bom Jesus”! Enquanto discursava, as imagens foram se aproximando, causando grande emoção em todos. Pe. Mário foi aplaudido pelos ouvintes.


Além dos presentes em Imaruí, muitos ouviram o Sermão do Encontro pela Rádio Litoral e pela web-tv de Imbituba. Aliás, acho que pela primeira vez, a RBS-TV transmitiu a Missa das dez horas para toda a região e, à noite, reprisou momentos da Festa no “Programa Santa Catarina”.


Após a despedida do povo, sendo anunciada a próxima Festa em 17 de março de 2013, fiquei cumprimentando os amigos e conhecidos. Missão cumprida, a Paróquia de Imaruí, bem como todo o município, irão dormir em paz.


Retornamos para casa já bem tarde, depois de algumas visitas, felizes e renovados na fé. Concluímos nossa romaria! Obrigado, Bom Senhor! A bênção, Mãe querida!

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