FAMILIARES DE NOVOS CAMPISTAS PARTICIPAM DE ENCONTRO NO SANTUÁRIO DE ALBERTINA

(24/05/2026) “Foi uma palestra inesquecível!” Foi isso o que eu ouvi de uma pessoa que participou do Encontro com as Famílias dos novos campistas, no final deste Domingo de Pentecostes, no Santuário da Beata Albertina, em São Luiz (Imaruí).

Como é de praxe, o retiro promovido pelo Núcleo de Evangelização Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, conhecido como ÉFETA – Acampamento de Jovens, sempre contempla um momento em que o Pregador dos jovens se dirige aos pais e demais familiares.

André Vilela, que há várias edições vem sendo instrumento de Deus para falar aos corações dos campistas, também partilhou sua vida e sua missão com os familiares que lotaram o Santuário. Pe. Auricélio, Diretor Espiritual do ÉFETA, o apresentou aos presentes. E, antes que os filhos chegassem para a Missa de Ação de Graças, às 17h, André fez mais uma pregação. A seguir, extratos de sua fala.

Alguém fez por mim.

Obrigado por vocês terem vindo aqui, deixando suas coisas, seus afazeres e reservaram este tempo para estarem conosco. Também eu precisei deixar a minha família para poder estar aqui com os filhos de vocês. Eu, André, sou o pai do Davi e da Clara e esposo da Mari. Moramos em Brusque.

Essa é a minha missão dentro da Igreja. Um dia alguém parou e fez isso por mim. Lembro o dia, lembro a hora e o local: 29 de julho de 1982. Também era perto de Pentecostes, uma grande Festa para nossa Igreja: a vinda do Espírito Santo!

A ausência em casa.

Para vocês, pais, cujos filhos vieram para cá, certamente foi um silêncio na casa de vocês nesses dias, não? Mas foi um silêncio gritante, não é mesmo? Eu penso sempre nisso, porque quando os nossos filhos não estão lá em casa, eu fico perdido dentro de casa. Então eu me lembro do quão importantes eles são na minha vida. O mesmo devem ter sentido os esposos e as esposas cujos companheiros estão aqui no Acampamento.

Responsabilidade.

Primeiramente, quero agradecer por vocês terem nos confiado seus filhos e companheiros para este evento da Igreja. Eu costumo pregar entre 16 e 17 retiros por ano e sempre comento com os padres organizadores a responsabilidade que eles têm quando reúnem 60 famílias como agora, ou até duzentas como em outros retiros que eu prego. É mesmo uma grande responsabilidade, porque tudo tem que dar certo num Retiro.  Eles têm que voltar não do jeito como chegaram, mas sim tocados e, de certa forma, diferentes.

Neste ÉFETA tivemos a presença de jovens adultos. Eu acredito que isso é um grande presente para as pessoas desta faixa etária, pois o normal é oferecermos Retiros para jovens e casais. Então, eis aí mais uma importância de um encontro como este.

Os três encontros.

Famílias, está tudo bem, mesmo não estando tudo bem. Este Retiro confirmou isto que eu lhes disse. O Acampamento não é para quem tem problema, mas sim para quem tem coragem: coragem de sair do seu ‘buraco’, de sua família, do seu trabalho, do seu mundinho... para fazer três encontros.

O primeiro é consigo mesmo, saber de onde eu vim e onde quero chegar; porque muitas pessoas estão vivendo como ‘Alice no país das maravilhas’, perdidas! E a Igreja tem a missão de resgatar essas pessoas. A nossa vida é fazer isto. Afinal, ainda há tantos que não chegaram perto de Jesus e nem perto da sua Igreja. Eis a nossa missão.

Isso não quer dizer que a nossa vida é perfeita; pelo contrário, é uma luta estar neste mundo de hoje: assim interesseiro, violento etc, e falar do Amor, tratar de uma dimensão espiritual, mesmo quando tantas pessoas não têm nada para comer. Eis o nosso grande desafio.

As três questões.

Há três perguntas que estão sempre norteando o meu trabalho ao longo dos mais de 200 Retiros que eu já preguei. Eu as faço para saber como eles estão vivendo. Então, eu peço para que eles fecharem os olhos e lhes pergunto:

+ quem daqui não se sente amado por Deus? E a maioria levanta a mão.

+ Quem daqui não sente o amor dos pais? E a maioria levanta a mão.

+ E quem daqui não se ama mais? Gente, a maioria levanta a mão!

Entenderam? Então, nós lhes falamos que eles são filhos amados de Deus e que, por muitas vezes, eles não sentem tal Amor porque estão tão machucados com certas coisas que nem percebem que possuem uma família que lhes ama. Aliás, parabéns: vocês escreveram coisas para eles que foram verdadeiros momentos de cura!

Encontro com a família.

O primeiro encontro foi consigo mesmo. O segundo encontro é com Jesus Cristo. Às vezes, acontece o contrário. Mas, tudo bem. Noutro dia, no encerramento de um Retiro (o FAC), certo jovem deu seu testemunho, assim: ‘Nunca foi culpa dele, nunca! Sempre foi culpa minha. Pai, me perdoa, eu errei. Eu falei mal de ti. Desculpa-me!’. Meus irmãos, eu senti que foi o Espírito Santo a agir ali no meio da igreja, durante aquela Missa!

Irmãos, precisamos cuidar de nossa família! É o terceiro encontro. Eu cuido de minha família. Inclusive, eu cuido de quem entra lá na minha casa. As pessoas são bem-vindas, mas há espaços na nossa casa que são exclusivos de minha família.

O Amor é uma Pessoa! E o Amor transformou a vida dos campistas e pode transformar a vida de todos nós. Mas é preciso ter coragem para ir na direção do outro. Sabem, às vezes, a distância a ser percorrida é a do nosso quarto até o quarto do nosso filho... ou do nosso quarto de filho até o quarto dos pais.

O Amor é a Mensagem.

Estamos concluindo este Acampamento. E eu quero lhes dizer ‘obrigado’! Obrigado pela confiança de vocês. Foram três dias em que rimos muito, choramos, rezamos... Pais e esposos, espiritualmente, eles voltam ‘feridos’. Mas, tudo bem, pois ‘Deus fere para depois curar’ (cf. Jó 5,18).

Ah, é muito bom participar do ÉFETA! Eu adoro!

Pai, mãe... traze teus filhos aí no teu coração. Incentiva-os a permanecerem no Amor. Eles estão com saudades de vocês!

O Deus de Milagres fez vocês pararem um pouquinho para lhes escrever uma carta. Foi muito legal! Mas não esquece: tua família é projeto de Deus! Foi querida, sonhada e amada por Deus!

Faze de Maria a intercessora de tua família. Que ela acompanhe a tua casa como esteve atuando lá naquelas bodas em Caná (cf. João 2,1-12).

O Amor de Deus não é egoísta! Deus quer que partilhemos tal Amor com todas as pessoas.

Pais e esposos, seus filhos e companheiros voltarão diferentes. Afinal, como cantamos na música-tema deste ÉFETA: 

‘Onde o Espírito de Deus está, milagres acontecem! Onde o Espírito de Deus está, a Glória permanece! Quero Te ver, Te conhecer, me apaixonar, mais e mais. Eu sou do meu Amado! E Ele é meu!’ (Ct 6,3).


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Trailer do filme ALBERTINA:  https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk

História de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc          

Fotos: acervo pessoal e Luan/ÉFETA

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