SÃO MARTINHO – PROCISSÃO COM A IMAGEM DO SENHOR MORTO CONCLUI AS CELEBRAÇÕES DESTA SEXTA-FEIRA SANTA

(03/04/2026) Chovia muito no ano passado, neste mesmo dia de Sexta-feira Santa, quando a assembleia do povo de Deus estava pronta para homenagear o seu Senhor com a tradicional e piedosa procissão. Mesmo que a celebração no interior da matriz São Martinho de Tours, em Tubarão, tenha sido muito linda e igualmente piedosa, ficou um certo sentimento de pesar pela não realização da procissão.

Mas, neste ano, nesta noite, com tempo e clima favoráveis, tudo concorreu para que uma multidão se reunisse na matriz pelas 19h para o início da Procissão. 

A acolhida inicial do Pároco, Pe. Auricélio, foi seguida do cântico Canção de Maria, executado pela cantora Flávia Menezes Martins, da matriz. Enquanto isso, a imagem do Senhor Morto era tomada nos ombros pelos carregadores, vestidos como soldados romanos e apresentada à comunidade.

Concomitantemente, saindo do hall lateral da igreja, um grupo de senhoras, cobertas por panos roxos, trouxe o andor com a veneranda imagem da Senhora das Dores e a colocou diante da imagem do Senhor Morto.

Após essa emocionante abertura, o povo de Deus saiu em procissão tomando uma das faixas da Rua José Alves dos Santos Passos, em direção ao Mercado Fátima, contornando-o na altura do Mercado Danny, entrando nas Ruas Antônio Alves dos Santos e Euclides Cascaes, retornando à matriz, novamente, pela Rua José Alves dos Santos Passos.

Todo o trajeto foi sonorizado graças a um carro de som que transmitia as orações e cânticos dirigidos por um grupo de cantores, liderado pelo Ênio Corrêa, que permaneceu no interior da matriz. Os agentes da PASCOM (Pastoral da Comunicação) cuidaram de fazer todos os registros in loco e à distância, para que outras pessoas pudessem acompanhar pelas redes sociais da Paróquia. 

Voluntários cuidaram de organizar e garantir a segurança durante o circuito, visto que a Polícias Militar e Municipal solicitadas não puderam fazer-se presentes.

Abrindo a procissão estava o grupo de acólitos que carregava a Cruz Processional. Logo após ao carro de som, vinham os andores: primeiro o do Senhor Morto, depois o da Mãe das Dores.

Após quase 50 minutos, o cortejo fúnebre chegou diante da igreja matriz, que encontrava-se fechada. As imagens foram colocadas uma diante da outra e, então, a assembleia ouviu, atenta, ao tradicional Sermão da Soledade proferido pelo Pároco.

“Nesta noite santa, nós nos reunimos diante desta igreja vazia e às escuras, para vivermos juntos um momento especial: a paixão e morte do Senhor Jesus. A paixão (que significa sofrimento) e a morte são nossas companheiras de longa data.”

“Ao contemplarmos a imagem da Senhora das Dores, com seu Imaculado Coração transpassado, logo podemos imaginar quais sentimentos dominavam seu coração de Mãe naquele final de tarde em Jerusalém. Certamente, estava despedaçado, especialmente quando recebeu o seu Filho amado morto, após tanta tortura e violência. Ela o abraçou carinhosamente; era o seu Menino, o seu Filho, o seu Jesus, seu ‘Jesusinho’! Queria dar-lhe vida outra vez, queria que Ele abrisse os olhos e conversasse com ela como faziam lá em Nazaré.”

“Jesus é o Servo de Deus, é o inocente que sofre por amor sob a injustiça deste mundo que vivemos. (...) Jesus sofreu mesmo todas as dores que lhe foram impostas por seus algozes. (...) De fato, Ele assumiu a nossa condição humana e a nossa condição corporal, que sofre e geme diante de tanta injustiça e de tanta dor, ‘fazendo-se semelhante a nós em tudo, exceto no pecado’.”

“Nas nossas lutas diárias, não desanimemos! Permaneçamos firmes na fé, vivendo o nosso Batismo, comprometidos com a missão da Igreja e sendo, aqui na nossa Paróquia, sinais do Amor de Jesus que “é mais forte do que a morte”. (...) É preciso cultivarmos a esperança!”

Por fim, Flávia, interpretando a Verônica, entoou: 
Ó vós todos que passais pelo caminho, vinde e vede se existe alguma dor como a minha dor” (em Latim: “Oh, vos omnes, qui transitis per viam, attendite et videte si est dolor sicut dolor meus”).

O profundo e doloroso cântico tocou os corações dos fiéis presentes na Praça da matriz. Em seguida, o Pároco despediu o povo convidando-o para a celebração da Vigília Pascal. 

Oséias 5,15d-6,2: “Eis o que diz o Senhor: Em suas aflições me procurarão. Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. Em dois dias, nos dará vida, e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença.”

Filipenses 2,8-11: “Jesus Cristo se humilhou e se fez obediente, obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou sobremaneira em sua glória, e deu-lhe o nome mais sublime, muito acima de outro nome.”


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