(18/03/2026) Todas as lideranças e o povo de Deus da Paróquia São Martinho de Tours, em Tubarão, foi convidado para a Missa de Ação de Graças pelos 05 anos de instalação da referida Paróquia. Representantes das comunidades uniram-se aos fiéis da matriz e, após a reza da Via-Sacra, participaram da Santa Missa presidida pelo Pároco, Pe. Auricélio.
Na
verdade, o dia da efeméride será no dia 20, mas as lideranças adiantaram para
hoje, considerando que o povo já costuma reunir-se nas quartas-feiras e que, na
sexta, será o dia da Via-Sacra até a Gruta de Lourdes. A animação ficou por
conta de Milton e seus companheiros, vindos da Paróquia de Humaitá.
Na
sua saudação inicial, o sacerdote acolheu a assembleia reunida.
“Louvado seja Deus por mais esta ocasião em que a Igreja viva se reúne com o seu Senhor. Ele é o fundamento desta Igreja viva! Ele é o Tronco e nós somos os ramos! Ele é a Cabeça deste corpo espiritual, do qual nós somos os membros, formando uma Igreja Paroquial, eclesial.
Hoje, louvamos a Deus e viemos Lhe agradecer pelos cinco anos da instalação de nossa Paróquia. E, com muito carinho, nos voltamos a Deus sob o patrocínio de São Martinho de Tours, que foi um Santo Bispo. Acredito que lá do Céu, ele seja nosso permanente intercessor.
Agradeçamos-lhe as graças já alcançadas e renovemos nosso compromisso de querermos (mais e mais) ser Igreja viva nesse território paroquial, que compreende nossas nove vilas, dentre as quais nossas seis comunidades eclesiais. Então, vamos juntos celebrar com alegria, fazendo a entrega de nosso coração agradecido.”
Momento de gratidão.
“Nesta celebração, façamos memória de D. João Francisco Salm, que era nosso Bispo e que criou a nossa Paróquia; lembremos dos padres que nos auxiliaram nos primeiros tempos: Pe. Realdo e Pe. Pedro José Damázio; mais recentemente, também o Pe. Rodrigo. Gratidão por tantos padres, Irmãs e missionários que já atuaram e vieram antes de nós.
Ao festejarmos nosso aniversário, queremos fazer um retrospecto na fé, entregando tudo nas mãos de Deus. Mas, também, entregamos o nosso futuro; pois, o presente que construímos hoje já aponta para o futuro; e queremos que ele seja fecundo, abençoado e santificante.
Agora que rezamos juntos, nesta noite, estamos em comunhão com a Paróquia-mãe Nossa Senhora de Fátima, de Humaitá, que celebra 60 anos! Somos gratos por todos os anos que permanecemos unidos àquela Paróquia.”
Durante a Liturgia da Palavra, Pe. Auricélio fez a sua homilia, destacando a efeméride paroquial.
D. João cria nossa
Paróquia.
“Caros irmãos e irmãs amigos internautas e as lideranças que estão aqui... Quero começar esta reflexão lendo parte de um documento que está registrado no Livro Tombo da nossa Paróquia, o livro que conta a história dos principais fatos ocorridos ao longo dos anos. Tal documento é como a Certidão de Batismo da nossa Paróquia e foi assinado por D. João Francisco e o Pe. Nilo Buss, Chanceler da Cúria. Trata-se do Decreto da Criação da Paróquia.
‘Fazemos saber que, no exercício das nossas funções pastorais e devido ao aumento crescente da população e os desafios pastorais, em especial no campo da evangelização e da catequese, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Humaitá, Tubarão, SC, após ter ouvido o Conselho Presbiteral, com parecer positivo, no dia 17 de novembro de 2020 e de acordo com o Cânon 515§2 do Código de Direito Canônico, havemos por bem, para louvor e glória de Deus e o bem da Igreja, criar a Paróquia São Martinho, desmembrando-a totalmente da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Humaitá, em Tubarão, SC.
Mediante este Decreto fica, assim, constituída e, de fato, erigida canonicamente a Paróquia São Martinho, abrangendo, além da comunidade sede dedicada a São Martinho, as comunidades São Pedro Apóstolo, em Sombrio, Senhor Bom Jesus, Gruta Nossa Senhora do Bom Conselho, na Divisa, Nossa Senhora dos Anjos e Nossa Senhora de Fátima, em Caruru...’”
A criação oficial aconteceu no dia Nossa Senhora de Lourdes, mas a instalação da Paróquia ocorreu no dia 20 de março.
Celebrar o passado,
vislumbrando o futuro.
“Eu quis começar a reflexão fazendo essa memória. Noutro dia, na comunidade de Caruru, reunidos em Conselho de Pastoral, eu e as lideranças refletimos sobre um certo desafio que a comunidade estava enfrentando. Se não quando, um líder disse: ‘gente, se nós lembrarmos daquelas pessoas que ergueram esse templo de pedras já há 70 anos, como comemoramos no ano passado, reconheceremos também o enorme trabalho e o quanto se dedicaram para edificar nossa igreja.
Portanto, não deveríamos ter medo de hoje continuarmos a construir a Igreja de Cristo aqui’. Pensando nisso, ao lançarmos um olhar para o passado, não buscamos um mero saudosismo, mas é um convite a olharmos com gratidão para tudo que foi construído nesse período, sem nos esquecermos de apontar para o futuro.”
Outros vieram antes de nós.
“Mesmo antes de ser uma Paróquia, já existia aqui uma dinâmica comunidade de fé, naqueles tempos que nosso bairro era conhecido como o Morro da Olaria. Já havia gente empenhada em formar uma comunidade unida pela fé. Foi assim que nasceu a primeira capela e, depois, construíram uma capela maior e mais bonita, até fazerem uma grande reforma e chegarmos aqui, agora, onde nos encontramos.
Ao longo desse período, já se viveu quantas experiências pastorais, inclusive com o auxílio de padres missionários e dos tantos grupos pastorais que surgiram, congregando o nosso povo.
Quantos ministérios os nossos antepassados exerceram para o bem de nossa Igreja, até que pudéssemos, hoje, ser uma comunidade viva e engrenada, procurando cumprir a sua missão de dar ao mundo uma resposta de fé, apontando Jesus como Nosso Senhor."
Escancarar as portas para acolher a todos.
“E, como Igreja do Senhor, mantemos as portas sempre abertas; se não as portas físicas, com certeza as portas do nosso coração. Elas estão escancaradas para acolher todas as pessoas. E queremos manter a nossa Igreja assim, com essa atitude de acolhida, querendo abraçar a todos, a exemplo de Jesus. E também nos preocupamos em ir ao encontro daqueles que não vêm até aqui. É como lembrou o Papa Francisco: ‘somos uma Igreja em saída, sempre em saída’. E pouco nos importa se as pessoas que encontrarmos falem português ou espanhol; queremos acolher a todos, porque a Igreja é a Casa do Senhor. Este templo representa a Igreja viva!
Queremos ajudar nossos irmãos a beberem na Fonte de uma Água Viva, potável, fresca e inodora, que brota do Coração de Jesus, a fim de que elas se restabeleçam suas forças de fé. É por isso que, tudo que temos em nossa Paróquia, os organismos e segmentos pastorais, os bens materiais, inclusive, tudo deve servir para anunciar e testemunhar que Jesus é o Senhor de nossas vidas! Estamos de portas abertas para acolher os que chegam famintos, porque, talvez andem se alimentando de uma comida que não os fartem. Muito têm chegado aqui sem nada, e nós lhes oferecemos o Alimento do altar.
Em nossa missão, precisamos responder àquela pergunta feita por Deus ao profeta Isaías: ‘quem enviaremos para que fale em nosso nome?’ (Is 6,8). E o profeta logo respondeu: ‘Eis-me aqui, Senhor. Envia-me!’.
Viemos aqui para louvar a Deus, manifestar-Lhe o nosso agradecimento e renovar juntos o nosso compromisso: 'conte conosco, Senhor! Queremos permanecer firmes e anunciar o Evangelho’. É para isso que vale a pena celebrar o aniversário da nossa Paróquia!”
Deus fez de nós a Sua
casa, a Sua Paróquia e Sua Igreja!
“Por que é que a igreja conserva a tradição de dar um padroeiro ou padroeira para uma paróquia? É porque a Igreja, como Mãe e Mestra, nos oferece um modelo de santidade para nos estimularmos a ser santos também. Foi assim que recebemos por patrono São Martinho de Tours para ser o nosso pai espiritual. Ele nasceu na Sabária, região da Panônia (atual Hungria) no ano 316 e faleceu na França em 08 de novembro de 397.
Desde cedo ele tinha um coração diferenciado e generoso, mas quando abraçou a fé cristã, ficou ainda mais entusiasmado e encantado por querer cuidar das pessoas. Por isso, na imagem que venerados, nós o vemos repartindo seu manto com aquele mendigo. Com esse seu gesto de cortar o próprio manto, querendo aquecer aquele irmão, ele não lhe entregava apenas um pouco de tecido; na verdade, ele compreendeu a situação delicada, aproximou-se do pobre homem, olhou a realidade daquele homem e, querendo imitar Jesus, praticou a caridade.
Naquela noite, quando sonhou com Jesus vestido com um pedaço do manto, Martinho logo compreendeu que ali havia uma vocação. E decidiu desfazer-se de suas roupas, doando tudo o que possuía. Então, ele fez um grande Retiro, de vários meses, e tornou-se monge.Vivendo sobriamente, deixou um testemunho que atraiu muitos outros jovens querendo viver o mesmo estilo de vida. Firme na sua missão, ele construiu várias Casas de Formação, fundou vários monastérios e trabalhou sempre para auxiliar os mais pobres. Sua fama espalhou-se por toda a Terra e, quando precisaram de um Bispo para aquela região dos Turões, elegeram Martinho. Escolhido pelo povo, foi aprovado pela Igreja.
E ele continuou pobre, revelando o seu coração humilde; tornou-se cuidador dos pobres e dos mais pobres entre os pobres, continuando a criar conventos, monastérios, paróquias, igrejas... Queria que todos conhecessem Aquele que um dia o visitou em forma de mendigo.”
A caridade por amor a
Jesus.
“A Igreja foi muito zelosa conosco ao nos apontar tão querido padroeiro. E nós queremos aprender com ele, nosso pai espiritual, a nutrirmos zelo espiritual especialmente pelos pobres. Hoje recebemos um clamor feito aos Vicentinos da comunidade de Bom Jesus. Era uma família que acabara de chegar na comunidade e não tem nada; e estava precisando urgentemente de uma geladeira e de um fogão. Alguém poderia nos questionar: por que é que a Igreja tem que se preocupar com isso? Por causa da sua finalidade: evangelizar E isso acontece não somente por palavras, mas pelo testemunho concreto.
Outro dia, numa visita, encontramos uma senhora idosa e enferma que não possuía cama e, por isso, era passava o dia todo sobre um cobertor, sentada no chão. Nós estamos sempre fazendo campanhas beneficentes em favor dos nossos pobres, porque esta é uma característica da nossa Paróquia: a caridade!
Queremos e sonhamos com o dia em que não haverá mais miséria, pois ela estará debelada da nossa sociedade. Não podemos aceitar a miséria, pois é um pecado social é fruto da ganância humana.”
Jesus sofre nos sofredores.
“O cartaz da Campanha da Fraternidade deste ano nos mostra um homem deitado no banco da praça. Logo vemos que trata-se de alguém que está em situação de enorme vulnerabilidade. Aproximando-nos da imagem, reconhecemos que é o próprio Jesus que está ali, como se fosse um mendigo, ou um sem teto ou sem terra, sem nada.
Sim, Jesus continua sofrendo em tantos de nossos irmãos que encontram-se em tal situação que não conseguem nem se organizar na própria vida, mesmo que recebam ajuda. Vivem desorientados. Sonhamos em construir um mundo marcado pela caridade, pelo amor, pela justiça, pela solidariedade... mas o que temos visto é bilhões de dólares usados para lançar mísseis nas casas dos outros. Nesses dias, em Roma, o Papa Leão reuniu um milhão de pessoas para rezarem em favor da paz e adorarem Jesus.”
Zelosos e cuidadores no amor.
“A nossa Paróquia precisa continuar crescendo no seguimento dos ensinamentos de Jesus Cristo, incentivados pelo testemunho do patrono São Martinho. Queremos ser zelosos e cuidadores uns para com os outros, particularmente com os mais necessitados. E nossas pastorais não podem se descuidar desta missão. É um compromisso de todos nós católicos e paroquianos.
Celebrar este aniversário da nossa querida Paróquia é bem mais do que cantarmos ‘muitas felicidades, muitos anos de vida’! É, também, olhar para trás com gratidão, olhar para o presente com realismo e consciência dos desafios, e olhar para o futuro com esperança.”
Nos textos da Liturgia, Deus orienta nossos passos.
“Na leitura que ouvimos hoje (Is 49,8-15), escutamos que ‘o Senhor consola o seu povo e se compadece dos pobres’. Também nós queremos ser uma Igreja que console, proteja e cuide dos mais frágeis. E rezamos com o salmista: ‘o Senhor é muito bom para com todos, com sua ternura abraça toda criatura’ (Sl 144/145). Irmãos, é através de nós que o Senhor abraça as pessoas com toda a Sua ternura. No Evangelho que ouvimos hoje, Jesus afirmava: ‘Meu Pai trabalha sempre; também Eu trabalho’ (João 5,17-30).
Aproximemos de Jesus e com Ele coloquemo-nos sempre à disposição de Deus para servir, para trabalhar, para construirmos o seu Reino de Amor. Jesus nos revela que o seu Pai é sempre dinâmica, movimento, gerador de vida e de bondade.”
Nossa ato penitencial
paroquial.
“Quero parabenizar a todos vocês lideranças dos segmentos pastorais. São tantas as pessoas que animam a vida eclesial na nossa Paróquia! Quero parabenizar toda a nossa comunidade paroquial por este aniversário.
Mas, também, quero pedir perdão pelas vezes que, ao longo destes anos, nós não sabemos acolher e nem acolhemos com ternura. Perdão por todas as vezes que, em vez de Igreja-família, demos a impressão de sermos como que uma ONG, como dizia o Papa Francisco. Por agirmos como uma empresa e não como uma comunidade de fé.
Pedimos perdão àqueles que até chegaram a vir conosco, mas nós não conseguimos cativá-los a fim de que permanecessem até hoje. Perdão àqueles que até gostaram de estar conosco por um tempo e até nos auxiliaram, mas, decorrido um tempo, por conta de nossa incapacidade e testemunho, não os mantemos animados na fé. Quando nossas atitudes e nossas palavras não ajudaram as pessoas a reconhecerem em nós seus irmãos de caminhada, e nem viram em nós o rosto de Jesus, a Quem pregamos e dizemos ser Sua Igreja viva Seu Corpo místico. Perdão.”
Contamos com o Espírito Santo.
“Porém, também suplicamos ao Espírito Santo, Ele que impulsiona a Igreja, que nos ajude a mantermos sempre o olhar fixo nos olhos de Jesus, vislumbrando o horizonte do Céu, percebendo as realidades desafiadoras que precisam ser acolhidas, assumidas e enfrentadas. Os nossos projetos de evangelização precisam ter continuidade.
Irmãos, não é apenas uma questão de levantar a nossa Casa Paroquial, pois esta é a parte mais fácil. Temos a missão de construirmos uma Igreja viva e mantermos a nossa Paróquia dinâmica ativa é missionária. Portanto, não desanimemos. Permaneçamos no nosso esforço diário para viver a fé, ajudando a Igreja a crescer. Que isso aconteça em todas as nossas comunidades.”
Alimentando sonhos e propósitos.
“Mas, também, que um dia o povo que mora na Grota possa celebrar a mesma fé que nós. Que um dia, lá na comunidade de Nossa Senhora Aparecida do Taió, a gente tenha um lugar próprio para oração e ele que se torne um sinal irradiador para acolher todos os cristãos que lá habitam.
Quem sabe, um dia, na atual Sapolândia, possamos ter um trabalho que atinja aqueles que não vêm aqui. Temos que ir ao encontro deles; temos que ir lá. O mesmo desafio vale para aquelas comunidades que já estão organizadas, pois não podem descuidar-se daqueles irmãos que se sentem distantes de nós, de nossa Igreja. Para eles queremos levar a mensagem de Jesus também.
Que o Espírito Santo nos mantenha empenhados nesta missão de tornarmos na nossa Paróquia mais dinâmica e Santa. Assim seja!”
Oração a São Martinho
de Tours
“Ó glorioso São
Martinho, nosso amigo e protetor, que ao dividir vosso manto com o mendigo que
padecia de frio na neve encontrastes o próprio Senhor Jesus, ajudai-nos a saber
partilhar o que temos com os mais empobrecidos que encontramos em nosso
caminho.
Intercedei por nós,
para que sejamos tocados pela mesma generosidade que vos moveu em vossa
caminhada, reconhecendo nos necessitados a imagem de nosso Divino Mestre.
São Martinho, rogai
por nós. Amém.”
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do filme ALBERTINA: https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk
História
de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc
Fotos: acervo pessoal e da PASCOM-SM/TB
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