(23/04/2026)
“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha” (Mt 7,24-25).
Primeiro
chegou um caminhão; depois, mais outro e outro mais. Os caminhões betoneiras
contratados pela PLANENGE chegaram ao campo de obras da futura Casa Paroquial
da Paróquia São Martinho, ali no bairro São Martinho, em Tubarão, ainda pela
manhã, bem cedo. Vinham carregados de concreto usinado desde a central dosadora
para despejá-lo nos enormes buracos feitos pelos operários que servirão de base
para suportar a construção. São chamadas sapatas e têm capacidade de sustentar
pilares e suportam até quase quatro toneladas de peso.
Aos
poucos, dia após dia, os movimentos dos operários na obra vão preparando a base
para erguer a residência. Essa é uma fase muito importante e consome muito
cimento (já em forma de concreto). Tudo precisa ser bem calculado para que a
casa não venha a ter problemas no futuro, como rachaduras nas colunas, fissuras
nas paredes, problemas nas aberturas, corrosão na armadura e outros problemas
estruturais.
Bem, a construção da Casa Paroquial quer ser uma metáfora da construção da nossa Igreja viva, como Casa onde habita o Senhor Deus. Pensando assim, entendemos nossos irmãos na fé como moradores de uma mesma Casa, a Igreja.
E é nela que
nos sentimos acolhidos e acolhemos os demais; onde nos formamos, nos
compreendemos como seres humanos ‘criados
à imagem e semelhança do Pai’, dispensadores de um Amor imensurável da
parte de Deus.
É
neste ambiente que descobrimos nossos dons e talentos e os colocamos a serviço
dos outros. Ali aprendemos e experimentamos a alegria do servir ao próximo, do
estar sempre à disposição dos que precisam e a promover a vida. Portanto, é bom
estarmos na igreja... é bom sermos Igreja!
Como cantamos naquela conhecida canção:
“E o meu coração deseja Te encontrar, como a terra seca anseia pela chuva, Vem me saciar, pois eu descobri que aqui é o meu lugar!” (Ir. Samuel Maria, Fraternidade S. João Paulo II).
A Igreja, entendida como Casa, também é o lugar
do descanso, do repouso, da restauração, do renovar as energias... Aliás, foi o
que disse Jesus aos Apóstolos, ao retornarem cansados da missão: “Vinde comigo para um lugar tranquilo;
descansai um pouco” (Mt 6,31).
É
por isso que, às vezes, a Igreja é abrigo ou escola; noutras é enfermaria e
aconchego; é ponto de chegada para o encontro com Cristo nos Sacramentos,
especialmente na Eucaristia; e marco de partida para a missão em todo o mundo e
em cada coração.
A
Igreja, como Casa do Senhor, pode sempre ser ampliada de modo que todos ali possam
se acercar e permanecer. Dada tão grandiosa missão, seus fundamentos (isto é:
suas sapatas!) precisam estar bem embasados.
No Livro dos Salmos temos uma série de citações a respeito da “Rocha Inabalável” sobre a qual a Igreja é edificada. Como no Salmo 17, onde Davi diz: “Eu vos amo, Senhor, minha força!”; e acrescenta:
“O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela” (vv. 2-3).
Igualmente no Salmo 30, sentindo-se ameaçado, o mesmo Davi reza:
“Junto de Vós, Senhor, me refugio. (...) Inclinai para mim vossos ouvidos, apressai-vos em me libertar. Sede para mim uma rocha de refúgio, uma fortaleza bem armada para me salvar. Pois só Vós sois minha rocha e fortaleza: haveis de me guiar e dirigir, por amor de vosso nome” (vv.2-4).
Do mesmo salmista temos, no Salmo 61, uma declaração de confiança:
“Só em Deus repousa minha alma... Só Ele é meu rochedo, minha salvação, minha fortaleza: jamais vacilarei” (vv. 2-3).
Então, como
batizados e discípulos missionários, busquemos no Senhor ‘as sapatas’ de nossa vida de fé no afã de construirmos juntos a
Igreja Viva, Casa do Amor.
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