domingo, 25 de dezembro de 2011

HOMILIA DE PE. PEDRO EM SUA MISSA JUBILAR

20 de dezembro de 2011. 19:30h. “Sou um padre muito grato a meus pais. A minha mãezinha que está aqui não compreende o que eu gostaria de lhe dizer. Mas vou falar mesmo assim. Obrigado! Sou muito grato à minha família.

Minha história começou quando a de um outro Pedro começou. O irmão que nasceu antes mim morreu nos primeiros meses de vida, justamente no dia de Natal. O filho seguinte, que fui eu, recebeu o mesmo e belo nome: Pedro!

Tenho muita gratidão para com a minha comunidade. Aqui eu nasci e cresci. Fui batizado e, aos quatro anos, crismado nesta capela. Participei dos trabalhos com a juventude, especialmente das encenações teatrais.

Entrando no Seminário não me desliguei de minha comunidade e aqui celebrei a minha primeira missa justamente no dia 21, aniversário de minha mãe. Aqui eu sempre tive todo o apoio necessário. Sempre venho aqui, quando possível, para servir a comunidade como padre, pois é um privilégio para mim.

Minha gratidão se estende ao tempo que passei nos seminários: Tubarão e Florianópolis. Fiz muitos colegas, fortaleci meu discernimento vocacional. Tenho profunda gratidão aos padres, aos mestres que tive (duas delas estão aqui: Terezinha Bento e Ester).

Em meu trabalho pastoral fui muito bem acolhido. Só tenho que agradecer. Lembro do povo de Biguaçú, de Imaruí, da catedral e, nestes últimos anos, do Seminário de Tubarão. Tenho procurado ser fiel ao lema de minha Ordenação: ‘Ai de mim se eu não evangelizar’! Procurei fazê-lo o lema de toda a minha vida e não somente para a Ordenação.

Entendo que há desafios pastorais e sociais muito grandes tanto no mundo da cidade quanto no mundo do interior. Meu alimento sempre foi a Eucaristia. Outra força encontro na pessoa de Maria, a Mãe de Jesus. Ela me é uma força especial na missão sacerdotal. O sim de Maria mudou a vida de muita gente. Um ‘sim’ a Deus, dado com amor, exige muita humildade; e é como eu procuro viver a minha vida.

Em minha existência eu já fui Pilatos, fui João Batista, fui Judas Iscariotes também. Fui Pedro, aquele que negou a Jesus, mas que O amou tanto a ponto de morrer por Ele. Sempre tenho olhado para a figura de Maria que, aqui nesta comunidade, aprendi a amar.

Muitas pessoas que vieram a mim nestes 25 anos de padre esperavam mais de minha pessoa. Quero me esforçar para ser um padre melhor sempre. Vale a pena ser padre! Sei que minha vida e meu testemunho falam muito. Por isso, jovens e adolescentes aqui presentes, se chamados, não tenham medo de abraçar esta vocação. Se mil vidas eu tivesse, mil vezes gostaria de ser sacerdote.

Reconheço que não sou ainda o que Deus espera que eu seja, não o padre que Deus quer. Que Ele me ajude nesta grande tarefa que Ele me confiou.”

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