(30/08/2026) A 14ª edição do ÉFETA –
Acampamento de Jovens aconteceu nestes dias 28 a 30 de agosto, no Sítio Lagoa,
nas proximidades do Santuário da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, em São
Luiz (Imaruí). Sessenta jovens aceitaram o desafio de permanecerem três dias
juntos, vivendo experiências profundas que marcariam suas vidas para sempre. O
tema do Acampamento foi “Vem e segue-me”
(Mt 16,24).
Visto que os jovens provêm de suas famílias,
cada qual com sua realidade e particular constituição, campistas veteranos
realizaram visitas domiciliares e convidaram os familiares a se concentrarem no
Santuário, nesta tarde de domingo. E eles lotaram o templo. Então, o Pregador
do Retiro, o missionário André Vilela, de Brusque, conversou com eles, como
está registrado a seguir.
O compromisso de fazer o bem
Estou aqui no ÉFETA desde a 6ª edição. Esse é o
meu ministério e eu o exerço na Igreja há quinze anos. São 15 retiros como este
por ano; e a grande maioria deles é para jovens. Busco fazer para os outros o
que, um dia, alguém fez por mim.
Era o dia 29 de julho de 2002, quando eu
entendi que eu era um filho amado de Deus; então, naquela ocasião eu disse o
meu Sim a Ele e busco vivê-lo até hoje. O chamado d’Ele é, também, para cada um
de vocês. E cada um, com seu chamado específico e com suas virtudes, com suas
mazelas e dores, precisa ouvir e responder a tal chamado.
É importante entender que, para evangelizar, a
gente não precisa ficar esperando estar pronto. É isso o que eu e minha esposa
buscamos fazer. Temos nossos compromissos profissionais e assumimos também nossa
missão dentro da Igreja.
Primeiramente, preciso dizer algo a vocês pais,
avós, familiares e amigos desdes novos campistas: muito obrigado por terem
confiado seus queridos aos cuidados da Igreja. Os filhos são a grande herança
de vocês e, assim mesmo, vocês os confiaram a, digamos, pessoas desconhecidas.
E ficaram três dias sem notícias deles.
Entretanto, posso afirmar que todos estão bem
fisicamente. Espiritualmente, porém, sei que eles estão chegando ‘quebrados’,
transformados, moldados por Deus. Há pouco vocês ouviram uma canção que dizia: ‘Como é bom, Senhor, o teu amor tocar em
mim’. Imaginem seus filhos cantando isso.
Transformar os corações
Meus filhos chamam-se Davi e Clarinha; ele,
adolescente e ela, uma menina. Por isso, eu compreendo algumas das preocupações
de vocês, pais. Nós também já fomos adolescentes, mas, hoje, muita coisa mudou
em nossa sociedade, pois há muito mais distrações. E há um sistema malvado aí
fora querendo roubar a identidade de nossos jovens, tentando destruir nossas
famílias. E isso acontece no mundo inteiro.
Porém, falando sobre os filhos de vocês, posso
afirmar que eles são uns amados. Sim, são amados! Irmãos, o Amor é uma Pessoa e
se chama Jesus Cristo! Peço que entendam o que vou lhes revelar, agora.
Aconteceu na manhã de sexta-feira. Eles haviam acabado de chegar no Acampamento
e eu lhes questionei: quem aqui não se sente amado por Deus? Muitos levantaram
as mãos. Hei, pais, não se preocupem; está tudo bem. Eu e muitos de vocês, diante
de nossas dores, também podemos não nos sentir envolvidos pelo amor de Deus.
Então, lhes fiz outra pergunta: quem aqui não
se sente amado pelos pais? Vários deles levantaram as mãos. Caros pais, não se
preocupem, pois, como sabemos, às vezes a gente também fica incomodado com os nossos
próprios pais. O meu pai, por exemplo, faleceu há 20 dias. Eu nunca senti o
amor dele, mas quem cuidou dele nos últimos momentos fui eu. Era um pai que me
abandonou, que bebia, que agredia minha mãe; porém, Deus me deu a oportunidade
de cuidar dele com câncer nestes dois últimos anos.
Daí, eu fiz aos jovens uma terceira pergunta:
quem de vocês não se sente amado? Muitos levataram a mão. Irmãos, também aqui,
tudo bem; tantas vezes eu mesmo nem me suporto e nem me amo. O Retiro
continuou. Passamos juntos aquela sexta-feira, o sábado e hoje, agora à tarde,
eu lhes perguntei: quem de vocês se sentiu amado por Deus aqui dentro do
Acampamento? E todos levantaram as mãos; todos, sem excessão! E também me
disseram que estavam se amando a si mesmos, aceitando e compreendendo melhor a
própria história!
Movidos pelo Amor
Então, nós lhes entregamos as cartinhas que
vocês escreveram para eles. Ah, em momentos assim, de forte emoção, eu percebo
o quanto meu coração está bom. Eu me alegro e sofro junto com eles.
Assim como existem famílias boas e bem unidas,
há tantas outras destruídas. E a nossa missão é falar de Jesus Cristo que quer
reacender a Igreja doméstica! E ‘está
tudo bem, não estando tudo bem’. O que não pode acontecer é que eu fique
parado diante das dificuldades. Preciso fazer algo para que a família se
encontre. Somos os transmissores da fé aos nossos filhos.
Nestes últimos tempos, estou notando que muitos
filhos estão levando o amor de Jesus para dentro de casa e trazendo os pais de
volta à Igreja. Sei que nós andamos muito ocupados com nossas atividades.
Porém, os filhos precisam de nossa presença. Nós queremos ir para o Céu, não é mesmo?
Mas, também é verdade que não queremos ir sozinhos.
Nós lhes entregamos suas cartinhas. E eles
entenderam que vocês pararam um pouco para, daquela forma, dizer que os amavam.
Ah, se vocês pudessem ver a cara deles, a reação que tiveram. Eles se
transformaram em crianças e vocês não fazem ideia do amor que eles têm por
vocês. Eles abraçavam os envelopes, choravam lendo aquelas palavras e ficavam
admirados com certas pessoas que escreveram mensagens... às vezes, coisas bem
simples, mas cheias de significado.
Eu disse pra eles que, lá na casa de vocês,
este final de semana foram dias de silêncio; porém, caros pais, com certeza,
fez muito barulho aí dentro de seus corações.
A força do testemunho
Irmãos, logo eles vão construir a vida deles.
Você pode dizer para ele: ‘vái lá, filho,
constrói a tua história, mas não te esqueças da nossa história’. Em outros
retiros já escutei jovens me interpelando: ‘mas,
que história eu tenho com meu pai ou com minha mãe?’. Você costuma
aconselhar: ‘cuidado filho por onde
andas’. Mas, por outro lado, ele pode responder: ‘Cuidado, o senhor, pois eu sigo os passos do pai! Afinal, o senhor é
meu herói!’; ou ‘a senhora é minha
heroína!’.
Pudemos experimentar esse amor deles por vocês!
Então, eu lhes fiz uma pergunta: quem se sente amado pelos pais? E todos levantaram
as mãos; mesmo diante das dificuldades. Nossas famílias não são muito diferentes.
Reacender a Igreja doméstica
Caros pais, é urgente reacender a Igreja
doméstica! É preciso abrir a porta de nossa casa e chamar Jesus e Maria para
ficarem conosco, como naquela festa em Caná. A família é projeto original de
Deus, é sonho de Deus! Por isso, o pai precisa recuperar a referência de homem
dentro do lar, de provedor. Também a mãe precisa retomar sua missão dentro de
casa.
É importante sermos família, rezar juntos,
participar juntos da Missa! Se não forem vocês, quem será a referência para
seus filhos? Há um monte de ‘influencers’
por aí encantando e dominando os nossos filhos. Precisamos ajudá-los!
É necessário chamar Jesus Cristo para dentro de
nossas casas, pois Ele é a felicidade. Acolham os filhos que Deus lhes deu.
Afinal, como eu disse para eles: voltem para o colo de seus pais, o lugar de
onde vocês jamais deveriam ter saído. E consagra-os à Nossa Senhora! Famílias,
Deus as abençoe!
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(peauricelio@yahoo.com.br)
Trailer
do filme ALBERTINA: https://www.youtube.com/watch?v=3XggsrQMHbk
História de Albertina – narração: Pe. Auricélio e seus pais Sebastião e
Osmarina – https://www.youtube.com/watch?v=D18M67Tpunc
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