“VEM E SEGUE-ME!” – CAMPISTAS DO ÉFETA CELEBRAM A CHEGADA DE NOVOS COMPANHEIROS

(30/08/2026) Certamentem, o leitor já se deparou com inúmeras situações em que, diante de algo tão bom e agradável, disse ou escutou: “Ah, gostaria tanto que tal pessoa estivesse aqui!”, ou “Nossa! Isso aqui não deveria ser somente pra nós; todo mundo tinha que experimentar!”.

Quem tem o coração bom, jamais pensa somente em si mesmo e, quando encontra algo especial, logo lembra de outras pessoas que iriam ficar muito satisfeitas se também experimentassem aquilo. Esta é, com a certeza, a sensação que desperta no coração de todos os campistas, após participarem de um Acampamento e deixarem-se tocar pelo amor de Deus.

Mais uma vez, no entardecer deste domingo, no Santuário da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, na localidade de São Luiz, no interior de Imaruí (SC), durante a Missa de conclusão do Acampamento, a impressão que se tinha é de que ‘o Céu estava tocando a terra’. Aliás, era mais do que mero sentimento: era uma evidente constatação!

A 14ª edição do ÉFETA – Acampamento de Jovens teve a participação de 60 novos campistas. Foram acolhidos festivamente pelos demais campistas que, na região, já somam mais de mil.

Provenientes de várias Paróquias da Diocese de Tubarão, os jovens foram chegando na manhã da sexta-feira, 28. Muitos vieram exultantes de alegria e ansiosos pelas experiências que haveriam de fazer. Outro tanto, porém, como testemunhariam mais tarde, chegou com o coração angustiado, talvez se questionando: “O que é que eu estou fazendo aqui”. Alguns vieram quase ‘por obrigação’ para não decepcionarem pais, amigos ou namorados. 

O papel dos campistas das várias equipes de trabalho, os chamados ‘servos’, é fundamental para ‘quebrar o gelo’, com acolhida calorosa, alegre e sincera. Deste mesmo espírito estão imbuídos os membros das equipes de acolhida, animação, secretaria e até a da cozinha.

Logo os jovens que foram chegando em São Luiz, algo dentro deles começou a mover-se e, aos poucos, nós os vimos aproximarem-se uns dos outros e interagindo mutuamente. Até chegarem a este dia do encerramento, quando os vemos tão juntinhos, como verdadeiros irmãos e irmãs. Abraçam-se, abençoam-se, prometem não se separar nunca mais, assumem o compromisso de participar dos encontros que acontecerão logo nas semanas seguintes... Dizem que, agora, são uma família! Eles experimentaram o quanto é bom ser gente, ser cristão e abrir-se ao amor que vem de Deus.

Neste domingo chuvoso e frio, com trovoadas roncando vez por outra no céu, por detrás das nuvens, na terra da Beata, eis que o Sol de Cristo brilhava imponente sobre o acampamento, num sítio próximo ao Santuário. E irradiava alegria, paz e entusiasmo no coração dos campistas.

As palavras de um dos líderes do evento, contemplando o dinamismo do Acampamento, expressam um pouco do que lá aconteceu: 

“É nesse momento que a gente percebe que tudo o que foi feitos nestes últimos meses, toda a renúncia, toda entrega, todas as angústias, toda a preparação e planejamento, os momentos de oração... tudo valeu e sempre vale a pena! Deus cuida de tudo!”.

O Santuário sempre fica pequeno nessas ocasiões. Os pais e demais familiares dos novos campistas chegaram às 17h no local e participaram de um encontro com o pregador, o missionário André Vilela, de Brusque. 

Depois, ao som do berrante e de fogos, os campistas adentraram no templo cheios de entuasmo, vestidos com suas novas camisetas. Nelas podíamos ler a frase: “Vem e segue-me!” (Mt 19,21), que é o lema desta edição. Também uma imagem de Albertina foi estampada nas costas da vestimenta.

E os campistas cantavam, a plenos pulmões: 

“Tu és o CENTRO da minha vida! És a RAZÃO da minha alegria! Não quero tirar os meus olhos de Ti. Quero que sejas o CENTRO, Senhor, da minha vida!”.

E, é claro, a sua música-tema: 

A felicidade, além de Vós, o que há pra mim no céu?... A minha herança eterna é o meu Deus... a minha riqueza...  a fim de ganhar teu olhar e ficar Contigo... Para mim, a felicidade é me aproximar de Deus. Ah, os Vossos altares!” (Juninho Cassimiro/ARKANJO).

Não há como não se emocionar diante de tal cena: a juventude louvando o Senhor, com o coração e a alma rasgados pelo amor de Deus! Realmente, “a Igreja é viva! A Igreja é jovem!”.

Nas próximas semanas, os novos ‘efetados’ irão se articular nas redes sociais e agendar seus encontros de cultivo. Compreenderam o quanto é bom ser cristão dentro de uma ‘família’, a comunidade/Igreja, e celebrar juntos a fé, especialmente na Eucaristia. Interceda em seu favor, a Beata Albertina, jovenzinha mártir, que permaneceu fiel ao seu Amado Jesus até o fim.


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