RETIRO PAROQUIAL NA MATRIZ DE SÃO MARTINHO AJUDA FIÉIS A VIVENCIAREM A MISERICÓRDIA DE DEUS

(15/03/2026) “Ele, o Pão vivo descido do Céu, veio morar entre nós”

Foi uma definição da Assembleia Paroquial de 2025 a realização de um Retiro Quaresmal que envolvesse todas as comunidades da Paróquia São Martinho de Tours.

Com aprovação do CPP (Conselho de Pastoral Paroquial), foi definida data de hoje, 15 de março, 4º Domingo da Quaresma, no período vespertino, para a realização do Retiro. E foi constituída uma Equipe de Coordenação para preparar e encaminhar o Retiro, composta pelos seguintes agentes: Erondina e Rosélia (Bom Jesus), Patrícia (Sombrio) e o Pe. Auricélio (Pároco).

Desta forma, hoje, a partir das 14h, pouco mais de 50 pessoas se concentraram na matriz do bairro São Martinho e deu-se início ao Retiro com a acolhida e a Oração Inicial sendo dirigidas pelo Pároco. Na animação ficou o casal Ênio e Kellen.

Eis o esquema do Retiro:

14:00h – Acolhida e oração (Padre). Animação (Ênio e Kellen).

14:25h - Terço da Misericórdia (D. Dorilda).

14:40h - Momento penitencial (reflexão, bênção da água - Padre e Rosélia)

15:30h - Terço ‘da Caridade’ (Patrícia/Legião de Maria/Vicentinos)

16:15h - Adoração Eucarística e Bênção (Padre).

17:00h. Lanchinho (compartilhado)

- Confissões até às 19h.

A preparação para o momento penitencial foi conduzida pelo sacerdote presente, fundamentado no Catecismo da Igreja Católica.

Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida, nós trazemo-la ‘em vasos de barro’. Por enquanto, ela está ainda ‘oculta com Cristo em Deus’ (Cl 3,3). Vivemos ainda na ‘nossa morada terrena’, sujeita ao sofrimento à doença e à morte. A vida nova de filhos de Deus pode ser enfraquecida e até perdida pelo pecado” (CDC 1420).

Segundo o Catecismo,

“o Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo” (CIC 1421). 

Então, deixou-nos os Sacramentos de Cura, isto é, que perdoam os pecados: Penitência e Unção dos Enfermos.

O Sacramento da Penitência pode ser chamado com vários nomes, todos muito pertinentes: Sacramento da Conversão (porque nos convida à mudança de vida), Sacramento da Penitência (porque pede que façamos gestos concretos de arrependimento e conversão), Sacramento da Confissão (porque pede que confessemos os pecados perante o sacerdote), Sacramento do Perdão (porque oferece perdão e paz pela absolvição) e Sacramento da Reconciliação (porque promove a reconciliação com Deus e com os irmãos).

Somos todos pecadores; conforme escreveu São João: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 Jo 1,8). Inclusive, o próprio Senhor Jesus nos ensinou a rezar: “Perdoai-nos as nossas ofensas” (Lc 11,4).

Por conta de nossos pecados, vivemos diariamente um grande combate: “Este combate é o da conversão, em vista da santidade e da vida eterna, a que o Senhor não se cansa de nos chamar” (CIC 1426). Este esforço diário não é apenas resultado do ser humano, mas é como “o movimento do coração contrito atraído e movido pela graça para responder ao amor misericordioso de Deus, que nos amou primeiro”.

Nós sabemos que o coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo: “Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos” (Lm 5,21). 

Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d'Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados transpassaram” (CIC 1432).

Nesta Quaresma, a Igreja nos propõe os ‘remédios’ do jejum, esmola/caridade e oração. Eles nos ajudam a vivermos mais solidários, orantes, comprometidos com a comunidade de fé e com a construção de um mundo novo, através de nossos relacionamentos com as pessoas, com a Criação (Casa Comum), com Deus e conosco mesmos.

O testemunho de tantos santos nos inspiram a vivermos em maior intimidade com Jesus. Muitos deles mergulharam na espiritualidade do sofrimento de Cristo, de sua Paixão e Morte, e desabrocharam em conversão e gestos de humildade, de amor, de entrega total a Deus. Muitos deles, graças à iconografia religiosa (imagens) até trazem o crucifixo em suas mãos: São Luiz Gonzaga, São Geraldo Majella, Santa Rita de Cássia, Santa Terezinha...

Pelo Batismo que recebemos, somos todos chamados à santidade. Como bem frisou o saudoso Papa Francisco, em março de 2018 (há 8 anos), na sua Exortação Apostólica ‘Gaudete et Exsultate – sobre o chamado à santidade no mundo atual’.

“O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque ‘aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente’” (GE 6).

Depois da reflexão, auxiliados pela catequista Rosélia, os fiéis fizeram uma revisão de vida particular e aproximaram-se de uma bacia com água benta posta diante do altar-mor para persignar-se. Foi momento de grande emoção e todos participaram com piedade e compenetração.

Em seguida, os legionários de Maria, liderados pela Patrícia e Bernadete, conduziram a reza do Terço da Caridade. Recebeu esse nome porque as contas dos Pai-Nossos e das Ave-Marias eram marcadas com a entrega de um pacote de alimento, formando, diante do presbitério, no chão, um belo e significativo rosário mariano.

No encerramento do Retiro, Pe. Auricélio expôs o Santíssimo Sacramento no altar para adoração dos fiéis. Intercalando momentos de silêncio, jaculatórias, refrãos de louvor ao Cristo Sacramentado, fez-se a leitura de João 6, sobre o Pão do Céu.

Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6,35).

Com a bênção final, encerrou-se o Retiro Quaresmal. E todos dirigiram-se ao Auditório para o momento de confraternização. Até o horário da Missa, às 19h, houve oportunidade Confissões.


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